
Fragilidade ambiental da península de Maraú - Bahia
Author(s) -
Elizabeth Santos de Oliveira,
Ana Maria Souza dos Santos Moreau
Publication year - 2021
Publication title -
revista de geografia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2238-6211
pISSN - 0104-5490
DOI - 10.51359/2238-6211.2021.250818
Subject(s) - humanities , geography , cartography , forestry , art
O presente estudo tem como proposta mapear a fragilidade natural e ambiental da Península de Maraú (Bahia), realizando uma abordagem dos fatores que influenciam na vulnerabilidade desse ambiente. Para tanto, adotou-se a metodologia de análise de multicritério que é baseada na combinação de diferentes variáveis para gerar o mapa de fragilidade ambiental, para isso são atribuídos pesos e notas para cada variável (atributo) e suas respectivas classes de acordo com a sua influência no ambiente estudado. Todos os procedimentos para a elaboração dos mapas foram realizados em ambiente SIG (Sistema de Informações Geográficas) com a utilização dos softwares QGis 3.10 e 2.8.9. Os resultados obtidos apontam que a Península de Maraú possui muito alta fragilidade natural em 76% da área estudada e média em 23%, já os resultados para a fragilidade ambiental (para o ano de 2020) apontaram que 47% da área estudada é classificada como de alta fragilidade e 30% como média. De modo geral, os atributos solos e substratos rochosos são os principais influenciadores da alta fragilidade natural da área estudada, principalmente nos locais com predominância de substratos arenosos, sedimentos e manguezais, pois são mais susceptíveis à erosão. Entretanto, a cobertura vegetal das restingas, florestas e manguezais atuam como amenizadores dos processos erosivos, como demonstrou o mapa de fragilidade ambiental. Em áreas com cobertura vegetal preservada (restingas, florestas/SAF e manguezais) houve a diminuição da classe de fragilidade muito alta, essa classificação demonstrou-se apenas nas tipologias alagados ou povoados/solo descoberto.