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MANEJO ALIMENTAR DE BEM-TE-VI (PITANGUS SULPHURATUS) PROVENIENTE DE ECOSSISTEMA URBANO DURANTE REABILITAÇÃO
Author(s) -
Luiza Isaia de Freitas
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso nacional on-line de conservação e educação ambiental
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51189/rema/1796
Subject(s) - humanities , geography , art
Introdução: Pitangus Sulphuratus, ou Bem-te-vi, é uma ave rústica nativa brasileira de alta adaptabilidade alimentar. Em seu habitat, sua base alimentar é composta por insetos, frutas, ovos de outros pássaros, flores, anelídeos, anfíbios (principalmente girinos), pequenos répteis, peixes e crustáceos, além de parasitas como carrapatos presentes no gado. Nas áreas urbanas exploram os recursos alimentares disponíveis, adaptando-se facilmente e reconhecendo fontes alternativas de alimento, como ração de animais domésticos. Essa amplitude da dieta faz com que o bem-te-vi seja eficiente em se adaptar em novos ambientes com diferentes formas de alimento disponíveis. Objetivo: O objetivo deste trabalho é descrever através de metodologia qualitativa a alimentação durante a reabilitação de Bem-te-vi acometido por fratura de asa devido à queda do ninho. Material e métodos: A ave era um filhote, com peso de 26 gramas, recolhido de um pátio residencial. Resultados: Devido ao animal estar na fase de introdução alimentar realizada naturalmente pelos pais, o manejo alimentar durante a reabilitação foi vasto. Era oferecido polpas e pedaços de frutas da estação (frutas que a ave poderia encontrar após a soltura, tais como mamão, manga, amora, framboesas, goiabas, etc.), insetos variados, carne moída (gado e frango), pequenos peixes, ração para aves, ração para cães e gatos, restos de alimento humano, flores, ovos, anelídeos, e com base em estudo sobre a alimentação natural fornecida pelos pais desta ave, além dos alimentos eram oferecidos materiais não comestíveis, como barbantes e pedaços de madeira, afim de familiarizar a ave com estes. A ave aceitava bem a maior parte dos alimentos, porém foi observado que, ao oferecer o mesmo alimento em refeições seguidas quando havia opção de escolha esta optava por outro. Enquanto aos materiais não comestíveis oferecidos, como esperado, ela rejeitou a todos. Após a reabilitação a ave foi devolvida a seu habitat. Conclusão: Desta forma, concluímos que a base alimentar do Pitangus Sulphuratus é ampla, sendo uma ferramenta adaptativa da ave nos ecossistemas urbanos. Quando estas são submetidas ao manejo em cativeiro a alimentação oferecida deve ser ampla, para quando esta ave for reestabelecida no habitat não apresente dificuldade em reconhecer e capturar o alimento.

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