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MONITORAMENTO ECOTOXICOLÓGICO DOS IMPACTOS CAUSADOS PELA LAMA ORIUNDA DO ROMPIMENTO DA BARRAGEM DE MARIANA (MG) EM REGIÕES DULCÍCOLAS, ESTUARINAS E MARINHAS
Author(s) -
Larissa Soria de Souza,
Liziane Cardoso Marube,
Íris Susana Pires Pereira,
Patrícia Gomes Costa,
Adalto Bianchini
Publication year - 2022
Publication title -
anais do i congresso brasileiro on-line de ensino, pesquisa e extensão
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51189/ensipex/52
Subject(s) - physics , humanities , environmental science , philosophy
Introdução: Em 05/11/2015 ocorreu o rompimento da barragem de Fundão no distrito de Bento Rodrigues, município de Mariana (MG), provocando uma enxurrada de lama e causando uma série de impactos ambientais associados à emissão de aproximadamente 62 milhões de metros cúbicos de rejeitos de mineração. Segundo veiculado na mídia nacional, este é o maior desastre do gênero da história mundial. O Modelo do Ligante Biótico (BLM) foi desenvolvido para predizer a acumulação de metais nas brânquias de organismos aquáticos em função dos parâmetros físico-químicos da água. Objetivo: Assim, o objetivo geral do presente estudo foi monitorar os impactos causados nos ecossistemas dulcícolas associados ao rompimento da barragem de rejeitos de mineração ocorrido em Mariana (MG) aplicando o BLM. Material e métodos: Para isto, foram coletadas amostras de água em 10 pontos distribuídos em regiões dulcícolas e estuarinas do Rio Doce em sua porção Capixaba, nas estações seca e chuvosa. A modelagem ecotoxicológica para cada estação amostral, em cada campanha de coleta, foi calibrada considerando-se a concentração máxima permitida preconizada pela Resolução CONAMA 357/2015 para águas doces de Classe 1 e 2 para cada um dos quatro metais calibrados no âmbito do BLM, a saber: Cd: 1 μg/L, Cu: 9 μg/L, Pb: 10 μg/L e Zn: 180 μg/L. Resultados: De maneira geral, os resultados obtidos sugerem uma maior concentração do íon livre para os metais não-essenciais Cd e Pb em todas as estações amostrais durante a campanha 1 (período seco - setembro/outubro), quando comparado à campanha 2 (período chuvoso – janeiro/fevereiro). Também, foi observado um padrão espacial de biodisponibilidade destes metais, onde o modelo previu maiores concentrações de íons livres (Cd e Pb) nas estações amostrais mais próximas da foz do Rio Doce, incluindo as lagoas adjacentes mais próximas da desembocadura deste rio. Conclusão: Além disso, observou-se um padrão espacial, com destaque para a campanha 1, onde as concentrações de íon livre para Cu e Zn aumentaram e direção à foz do Rio Doce, incluindo as lagoas adjacentes mais próximas à foz deste rio.

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