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QUANTIDADE DE DROSOFILÍDEOS INVASORES ENTRE ÁREA CONSERVADA E NÃO CONSERVADA NO NORTE DA FLORESTA ATLÂNTICA DE PERNAMBUCO
Author(s) -
Ludmila Duda Vicente Ferreira,
Júlia Isabelle Freire Peres Quintas,
Gustavo Henrique de Oliveira,
Ana Cristina Lauer Garcia,
Martín Alejandro Montes
Publication year - 2022
Publication title -
anais do i congresso brasileiro on-line de ensino, pesquisa e extensão
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51189/ensipex/20
Subject(s) - biology
Introdução: Espécies invasoras são aquelas capazes de se estabelecer em ambientes que não fazem parte da sua distribuição original, aumentando em abundância e afetando as espécies nativas. A família Drosophilidae possui 13 espécies invasoras no Brasil, sendo Drosophila nasutao caso mais recente de invasão bem-sucedida. O sucesso adaptativo e reprodutivo dessas espécies confere risco à perda de biodiversidade em biomas ameaçados como a Floresta Atlântica e mais particularmente nas Unidades de Conservação ali localizadas. Objetivos: O presente estudo tem como objetivo avaliar a abundância de espécies invasoras de drosofilídeos dentro e fora de uma Unidade de Conservação no norte da Floresta Atlântica de Pernambuco. Material e métodos: Drosofilídeos adultos foram coletados na Estação Ecológica de Caetés, uma Unidade de Conservação de 157 hectares localizada no município de Paulista, Pernambuco, e na Granja do Peixe, uma área não conservada localizada a cinco km da Unidade de Conservação. Foram realizadas duas coletas na estação seca (entre janeiro e fevereiro de 2021) e duas na estação chuvosa (entre abril e maio de 2021). Em cada amostragem foram utilizadas seis armadilhas com iscas de banana distribuídas aleatoriamente nos locais de estudo. As armadilhas foram penduradas a 1,5 metros do solo e distanciadas por 40 metros entre si, permanecendo no campo por três dias. Os indivíduos coletados foram armazenados em etanol absoluto e identificados. Resultados: Foram coletados 21.584 drosofilídeos, sendo que a grande maioria dos indivíduos eram espécies invasoras tanto para a Estação Ecológica de Caetés (92,2%) quanto em Granja do Peixe (88%). O dendrograma de similaridade construído com o índice de Morisita confirmou alta similaridade entre as áreas, independente da estação. Nessas áreas as espécies invasoras mais abundantes foram D. malerkotliana e Zaprionus indianus. A mosca D. nasuta foi a terceira espécie mais abundante dentro da Unidade de Conservação e a quinta no ambiente antropizado. Conclusão: A alta similaridade entre as duas áreas somada a alta abundância de espécies invasoras mostra uma tendência ao fenômeno da homogeneização biótica o que pode ameaçar as populações neotropicais, sendo importante o monitoramento dessas áreas.

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