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HEMOGLOBINOPATIAS EM COMUNIDADES QUILOMBOLAS
Author(s) -
Bruna Ferreira Dias,
Ingridy Horrana Melo de Sales,
Shanoon Mariáh Consoli
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/784
Subject(s) - physics , humanities , political science , philosophy
Introdução: As hemoglobinopatias têm origem genética e hereditária. Não possuem cura, apenas o tratamento paliativo contra sinais e sintomas. De origem africana, as hemoglobinopatias foram disseminadas no mundo a partir da imigração de escravos. Para escapar da escravidão, os africanos se refugiaram e fundaram comunidades "quilombolas", afastadas dos centros urbanos e, consequentemente, com difícil acesso aos serviços de saúde. Assim, não possuem todas as informações necessárias como forma de prevenir o risco que essas patologias podem causar. Objetivo: Pesquisar a prevalência de hemoglobinopatias em comunidades quilombolas de diferentes regiões do Brasil e enfatizar a importância do aconselhamento genético e medidas de prevenção. Material e métodos : É um estudo epidemiológico a partir de dados secundários das secretarias de saúde dos estados brasileiros e do governo federal. A pesquisa foi realizada nos sites do Ministério da Saúde e da ANVISA. Foram selecionados 5 artigos referentes aos estados da Bahia, Espírito Santo, Paraíba, Piauí e Tocantins. 1.744 pessoas participaram da pesquisa. Resultados: 159 pessoas apresentaram algum tipo de hemoglobinopatias, dessas, 100 se autodeclararam negras, reforçando a teoria que pessoas negras e descendentes de quilombolas possuem maior tendência a apresentar algum tipo de mutação na hemoglobina. O traço falciforme apresentou maior prevalência, com 106 amostras. Outras 42 amostras apresentaram hemoglobinas variantes, nas quais 11 revelaram a presença de anemia falciforme. O que também corrobora com essa hipótese são os casamentos consanguíneos nas comunidades, pois dessa forma reduz a variabilidade genética e aumenta a possibilidade de mais pessoas apresentarem traço ou anemia falciforme. Dos artigos analisados, 2 apresentaram casamentos consanguíneos. Conclusão: Como forma de auxiliar a tomar uma decisão segura, o aconselhamento genético é indispensável, sendo que o diagnóstico precoce e o processo de educação sobre os aspectos básicos da doença são medidas educativas/preventivas essenciais para reduzir a incidência das hemoglobinopatias e melhorar a qualidade dos portadores.

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