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OCORRÊNCIA DA LEISHMANIOSE VISCERAL NO ESTADO DO MARANHÃO NO PERÍODO DE 2010 A 2019
Author(s) -
Hildeman Dias da Costa,
Ilária Sales Viana Oliveira,
João Marcos Costa de Siqueira,
Luiz Felipe Façanha Ramos,
Carlos Francisco Borges Reis
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de parasitologia humana on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/742
Subject(s) - visceral leishmaniasis , geography , medicine , leishmaniasis , immunology
Introdução: A leishmaniose visceral (LV), ou calazar, é uma doença crônica grave, potencialmente fatal para o homem, cuja letalidade pode alcançar 10% quando não se institui o tratamento adequado. É uma zoonose endêmica em algumas regiões brasileiras de grande importância médica. Fatores como saneamento básico, ocupação desordenada dos espaços urbanos e desmatamento em áreas rurais contribuem para a disseminação dessa parasitose. Objetivo: verificar a ocorrência da Leishmaniose Visceral no estado do Maranhão e descrever o perfil epidemiológico das internações no período de 2010 a 2019. Material e métodos: Trata-se de um estudo epidemiológico, retrospectivo, de caráter quantitativo, no qual os dados foram obtidos a partir do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde – DATASUS. As variáveis pesquisadas foram: total de internações, sexo, cor/raça, faixa etária, óbitos e taxa de mortalidade. O período da pesquisa foi delimitado entre janeiro de 2010 e dezembro de 2019. Resultados: Foram notificadas 3.601 internações por LV no Maranhão, o que corresponde à maioria das internações na região nordeste, 26,9%. O sexo masculino apontou 2.090(58%) hospitalizações, e a cor/raça parda registrou 1.510(41,9%). A faixa etária mais acometida foi a de 1 a 4 anos, 1.520(42%) casos. O número de óbitos foi o maior da região nordeste, 180, e a taxa de mortalidade foi a segunda maior, 5,00. Conclusão: O estado do Maranhão apresentou a maior ocorrência de casos de LV entre os estados da região nordeste do Brasil, no período de 2010 a 2019; tendo o maior número de óbitos e a segunda maior taxa de mortalidade da região nordeste. O perfil epidemiológico das internações caracteriza-se por indivíduos do sexo masculino, pardos, de 1 a 4 anos de idade.

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