ALTERAÇÕES BIOQUÍMICAS E ESTRESSE OXIDATIVO EM CAMUNDONGOS EXPERIMENTALMENTE INFECTADOS POR Angiostrongylus costaricensis
Author(s) -
Natalie Renata Zorzi,
Elise Benvegnú,
Natália Freddo,
Francieli Ubirajara Índia Amaral,
Maria Isabel Botelho Vieira
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de parasitologia humana on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/732
Subject(s) - microbiology and biotechnology , biology
Introdução: Angiostrongilíase Abdominal (AA), causada pelo nematódeo Angiostrongylus costaricensis, é considerada uma zoonose. A patogênese desta doença acontece em função dos vermes adultos habitarem as artérias mesentéricas do hospedeiro. Contudo, não apenas o intestino é lesionado, outros órgãos acabam sofrendo com a presença do parasito. Objetivo: Avaliar se houve alterações nas enzimas hepáticas e nos parâmetros de Estresse Oxidativo (EO), em camundongos experimentalmente infectados com A. costaricensis. Material e Métodos: Os animais foram divididos nos seguintes grupos: Grupo 1 (G1) e Grupo 2 (G2), ambos com oito (8) camundongos infectados experimentalmente com A. costaricensis, e seis (6) camundongos controle (não infectados), os quais foram necropsiados 14 e 24 Dias Pós Infecção (DPI), respectivamente. A partir dessas amostras, foram realizados as análises bioquímicas e os marcadores de EO. Resultados: Os camundongos infectados dos Grupos 1 e 2 apresentaram aumento da Fosfatase Alcalina (FA) e aumento da Aspartato Aminotransferase (AST), em relação aos camundongos controle, comprometendo desta forma, o funcionamento normal do fígado. Nos parâmetros de EO, os animais dos Grupos 1 e 2 apresentaram maiores níveis de Óxido Nítrico (ON) quando comparados ao grupo controle, o que pode ser uma tentativa dos animais combaterem a infecção ocasionada pelo parasito, uma vez que o ON atua como relaxante do músculo, aumentando o fluxo sanguíneo, evidenciando um possível efeito protetor. O G1 apresentou uma diminuição significativa no conteúdo de Tióis Não Proteicos, o qual é um marcador indireto dos níveis de Glutationa, que é a principal defesa antioxidante não enzimática do organismo. Já no G2 o mesmo não foi observado, pois, provavelmente, houve um tempo maior de infecção, e o organismo tenha conseguido se adaptar. Conclusão: Os resultados sugerem que o parasito A. costaricensis ocasiona nocivos distúrbios hepáticos em camundongos e promove danos em uma das principais defesas antioxidantes do organismo. Demonstramos que o ON, potente agente bioregulador, desempenha um papel importante na defesa do organismo contra patógenos invasores. Nossos resultados destacam as consequências ocasionadas pela AA, a qual pode levar a danos irreversíveis nos animais.
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