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AMPK: PRINCIPAL MEDIDADOR NO EFEITO ANTINEOPLÁSICO DA METFORMINA
Author(s) -
Anna Carolina de Castro Lacerda,
Estéfany Lauriano da Silva,
Adonay Felipe Pereira Santos,
Ana Flávia Santos Almeida
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/663
Subject(s) - ampk , medicine , chemistry , biochemistry , protein kinase a , enzyme
Introdução: A proteína quinase ativada por AMP (AMPK) coordena uma gama de eventos celulares, como a síntese proteica, o metabolismo de carboidratos, lipídeos e a autofagia. Adicionalmente, ressalta-se que alterações na expressão gênica provocadas pela atuação da AMPK conferem a esta importante papel na tumorigênese. Dessa forma, a ativação da AMPK produzida por medicamentos como a metformina representa um potencial alvo a ser investigado para o tratamento de diversos tipos de câncer. Objetivo: Identificar os mecanismos pelos quais a interação AMPK-metformina promove efeito antineoplásico. Material e métodos: Foi realizada revisão de literatura de artigos publicados em inglês e português, nos últimos 3 anos, encontrados na base de dados PubMed com os descritores: AMPK, metformina e câncer. Os artigos foram selecionados considerando-se a acessibilidade, o que resultou em 68 artigos, dos quais foram utilizados 48. Resultados: A metformina atua promovendo a regulação da glicemia em pacientes diabéticos, sendo considerada por muito tempo a principal ferramenta farmacológica empregada no tratamento de diabetes mellitus tipo 2. Ainda, ao alcançar o meio intracelular, a metformina leva à ativação da AMPK, o que desencadeia uma cascata de eventos antineoplásicos, sendo os principais a inibição dos complexos mTORC1 e mTORC2 - o que induz antiproliferação e inibe a viabilidade celular em vários tipos de câncer - e uma série de fosforilações que possibilitam: melhor atividade de linfócitos T citotóxicos contra as células cancerosas; regulação positiva de genes supressores de tumor, como ocorre no caso da fosforilação da histona metiltransferase EZH2; inibição da síntese de ácidos graxos que comumente encontra-se aumentada durante a tumorigênese. Conclusão: Considerando o crescente número de pacientes que apresentam câncer mundialmente e as múltiplas reações adversas desencadeadas pelos quimioterápicos disponíveis, investigar o potencial e o mecanismo pelo qual a interação AMPK-metformina vem sendo usada no tratamento de diversos tipos de câncer é fundamental.

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