z-logo
open-access-imgOpen Access
O ESTUDO DA PATOGÊNESE E DA HISTOPATOLOGIA DO RETINOBLASTOMA NO CENÁRIO DE PESQUISA CIENTÍFICA BRASILEIRA: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Caroline Mary Matsumoto,
Bruna Cristina Mattos de Pieri,
Gabrielle Gonçalves,
Kawanna Izabella Buzzo Feitosa,
Sophia Oliveira Basso
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/3210
Subject(s) - retinoblastoma , humanities , biology , philosophy , genetics , gene
Introdução: O retinoblastoma (RB) é uma neoplasia maligna intraocular da infância, sendo o quarto câncer pediátrico mais frequente no Brasil. Quando analisados dados prognósticos, há distinção entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos devido ao tempo do diagnóstico. Se identificado tardiamente, o RB conduz à cegueira, torna-se extraocular e até fatal se tiver alcance do sistema nervoso central. Objetivos: Realizar um estudo sobre a patogênese e a histopatologia do RB através do conteúdo existente no cenário de pesquisa acadêmica brasileira. Material e métodos: Houve a análise da literatura científica brasileira sobre a patogênese e a histopatologia do RB, publicados entre 2000 a 2021 e presentes nas bases de dados SciELO, PubMed e BDTD. Utilizou-se os seguintes descritores em português: retinoblastoma, patogênese do retinoblastoma e histopatologia do retinoblastoma. Resultados: Mesmo com uma incidência considerável no país, há escassez de estudos. Nos encontrados, nota-se que o RB é de origem genética autossômica recessiva e diferencia-se em espontâneo (duas mutações necessárias) ou hereditário (uma já herdada). O gene do RB sintetiza uma proteína supressora de tumores. A aparição clínica da esporádica é unilateral e com um único tumor, enquanto a germinativa apresenta bilateralidade, multiplicidade de tumores e surgimento precoce. Em análise microscópica, observa-se células neuroblásticas de núcleo grande e basofílico. Há três arranjos: rosetas de Homer-Wright, de Flexner-Wintersteiner e “fleuretes”. As células das rosetas organizam-se radialmente, o primeiro em torno das fibrilas e o segundo em um lúmen vazio. As de Flexner-Wintersteiner e os “fleuretes” - de núcleo menor - são a especialização em fotorreceptores. Através destas estruturas, apura-se o grau de diferenciação do tumor e de sua periculosidade. Quando 80% do câncer possui rosetas, é bem diferenciado. Outro aspecto histopatológico importante é a identificação de células cancerosas no nervo óptico, alertando à metástase. Conclusão: Há grande necessidade de novos estudos sobre a patogênese e histopatologia do RB considerando sua incidência e a escassez no que diz respeito à pesquisa brasileira. Esses são necessários para um melhor conhecimento sobre o RB e sua identificação precoce, tornando essa revisão relevante para direcionamento de futuras análises sobre o tema.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom