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INFLUÊNCIA DA OBESIDADE NA SEPSE - UMA REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Teonis Rocha Felipe da Silva,
Aline César de Lacerda Sá,
Bartira Maraína de Souza Dantas,
Natália Fernandes de Sousa Silva,
Gregório Fernandes Gonçalves
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de saúde pública on-line: uma abordagem multiprofissional
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2941
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A sepse é uma resposta inflamatória sistêmica em razão de uma infecção, cuja origem advém de qualquer agente etiológico, sendo as bactérias o principal patógeno. Para a progressão da patologia, a resposta imune e a virulência do agente são decisivas, bem como algumas condições clínicas podem aumentar a suscetibilidade às infecções. A obesidade é uma doença crônica de caráter multifatorial, que tem sido alvo de preocupação mundial. Existem múltiplos fatores que contribuem para o desencadeamento dessa doença, que no geral, é o acúmulo de gordura causada por um consumo de energia na alimentação superior a energia usada pelo organismo para sua manutenção e realização das atividades do dia-a-dia. Objetivo: Apontar os fatores que relacionam a obesidade como um agravante ou gatilho para casos de sepse. Material e métodos: Trata-se de revisão bibliográfica, onde foram consultados sites como PubMed, Periódico Capes e Scielo, através dos descritores: Sepse, Obesidade e Inflamação. Resultado: A resposta inflamatória na obesidade, com origem nos tecidos adiposos, caracteriza-se pela inflamação crônica de baixa intensidade com maior expressão de adipocinas pró-inflamatórias, como interleucina-6, fator de necrose tumoral-alfa, adipisina, angiotensinogênio, leptina, como também fatores de crescimento. Essa resposta inflamatória desencadeia ou agrava, em especial diabetes mellitus tipo 2 e doenças cardiovasculares. As adipocinas, mediadores produzidos pelo tecido adiposo endócrino são responsáveis pela produção de citocinas do tipo Th1 com a Leptina, passando pela função anti-inflamatória da adiponectina e também pela resistina, com sua indução à resistência à insulina. Conclusão: Assim, o cenário inflamatório ocasionado pela obesidade é gênese de vários fatores de risco, dentre eles a sepse, pelo fato de que os pacientes se banham em um estado de estresse hiperglicêmico, tendo também alterações nas adipocinas, elevando os níveis de mediadores pró inflamatórios e de resistinas no soro.

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