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MORBIMORTALIDADE DE INSUFICIÊNCIA RENAL NOS ÚLTIMOS 10 ANOS: UMA ANÁLISE EPIDEMIOLÓGICA
Author(s) -
Phamella Rocha de Souza,
Murilo Ribeiro Sanches,
Bárbara de Lima Pedroso,
Ana Elisa Caldas Gonçalves,
Walter De Biase da Silva Neto
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de saúde pública on-line: uma abordagem multiprofissional
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2888
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: A Insuficiência Renal (IR) é a condição em que os rins perdem capacidade de exercer suas funções básicas. Atualmente, é considerada uma das doenças que mais diminuem a qualidade de vida dos doentes, sendo sua taxa de mortalidade alta. É necessária a análise epidemiológica da mortalidade por IR para possibilitar avanços nas condutas terapêuticas e a elaboração de políticas públicas voltadas para o seu manejo. Objetivo: Compreender a epidemiologia da mortalidade por IR, analisando as variáveis idade e sexo. Material e métodos: Estudo transversal que utilizou o banco de dados do Sistema de Internações Hospitalares (SIH SUS). Foram investigados os dados referentes à mortalidade, faixa etária (FE) e sexo entre os anos de 2010 a 2020. Estratificou-se as idades em faixas etárias (FE), sendo FE1: 0-19 anos; FE2: 20-39 anos; FE3: 40-59 anos; FE4: 60-79 anos e FE5: 80 ou mais anos. Resultados: Foram analisados 139.979 casos, sendo que houve 78.988 óbitos (56%) do sexo masculino e 60.991 óbitos (44%) do sexo feminino. A taxa de mortalidade encontrada por sexo foi de 12,47% e 12,59%, do sexo masculino e feminino respectivamente. A maior mortalidade foi encontrada em FE4, com 66.693 óbitos (47,6%). FE5 e FE3 apresentaram mortalidade semelhantes, 32.762 (23,4%) e 31.154 (22,2%) respectivamente. Já FE2 e FE1 apresentaram mortalidades menos expressivas, com 7.455 (5.3%) em FE2 e 1.915 (1,5%) em FE1. A maior taxa de mortalidade foi encontrada em FE5 com o valor de 27,60. Enquanto a menor taxa de mortalidade foi de FE1, com 2,82. Conclusão: A IR possui maior prevalência em homens idosos quando o desfecho é o óbito e uma menor prevalência entre jovens e crianças, indicando a idade avançada com um fator de risco associado à IR. Quanto ao sexo, houve maior prevalência no sexo masculino. O incremento de custos ao sistema de saúde deve ser considerado, tendo em vista o envelhecimento e desenvolvimento de doenças crônicas na população brasileira. A IR representa um desafio para a saúde pública no Brasil, sendo a análise epidemiológica feita essencial para o direcionamento de estratégias preventivas e de promoção da saúde.

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