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CAMINHOS PARA COMBATER A TUBERCULOSE NAS POPULAÇÕES PRIVADAS DE LIBERDADE
Author(s) -
Nicolas Cardoso Gonçalves,
David Pinto Ribeiro,
Diego Nogueira de Souza,
Katia Zeny Assumpção Pedroso,
Samanta De Lima E Sá Gomes
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de saúde pública on-line: uma abordagem multiprofissional
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2823
Subject(s) - medicine , mycobacterium tuberculosis , tuberculosis , humanities , philosophy , pathology
Introdução: A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium tuberculosis, adquirida através da inspiração de partículas pela região nasal e oral de alguém contaminado. Nas prisões, a ocorrência de TB ativa é geralmente maior do que aquela na população geral correspondente. A população privada de liberdade (PPL), vive em ambiente e condições propícias à propagação da TB, pois a prisão é um reservatório de transmissão de doenças para a comunidade em geral, pelas visitas, aglomerados de pessoas contaminadas e sadias, transferências e saídas de detentos. Objetivos: Destacar dados epidemiológicos sobre a tuberculose em PPL e investigar as ações produtivas na prevenção da doença. Material e métodos: Análise epidemiológica sobre a incidência da TB em PPL, no Boletim Epidemiológico (BE) da Secretaria de Vigilância em Saúde, do Ministério da Saúde (MS) de 2021; revisão de literatura na PubMed, SciELO e em documentos oficiais do MS. Definidos os critérios: artigos em português, publicados entre 2016 a 2021. Realizada coleta de dados em novembro de 2021, foram selecionados 8 artigos. Resultados: A PPL contribui com 10,5% dos casos novos de TB. A incidência da doença aumentou entre 2015 a 2020, de 5.860 para 8.978, sendo 2019 o ano de maior pico, ainda mais com TB resistente às medicações. Conclusão: É fundamental na PPL a detecção precoce e tratamento dos casos ativos. A busca ativa de detentos sintomáticos respiratórios, por meio de um formulário de triagem específico, aplicado no ingresso ao sistema prisional, deve ser constante. Outro fator que contribui para a dificuldade no tratamento é a comunicação entre os profissionais de segurança e de saúde, quando há transferência do detento para outra unidade. A comunicação deve ser ágil e constante, objetivando minimizar os casos de abandono de tratamento. Trabalhar a prevenção a fim de evitar reativação de portadores na fase latente da doença, também contribui para reduzir a transmissão e trazer a cura. O controle da TB continua sendo um grande desafio na saúde pública, isso será possível com abordagem integrada ao paciente, o uso de testes, tratamento adequado e principalmente com atenção primária voltada para a prevenção.

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