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LIPIDOSE HEPÁTICA SECUNDÁRIA À COLANGIOHEPATITE FELINA - RELATO DE CASO
Author(s) -
Camila Souza Lopes Gonçalves,
Sarah Paschoal Scarelli
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso on-line nacional de clínica veterinária de pequenos animais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2380
Subject(s) - microbiology and biotechnology , physics , humanities , chemistry , biology , philosophy
Introdução: Os felinos possuem características hepatobiliares únicas da espécie, tais como: grande uso de proteínas na gliconeogênese hepática; possuem menor capacidade de metabolismo de drogas e toxinas devido a uma deficiência relativa da enzima glicuronil-transferase; ausência da fosfatase alcalina induzida por esteroides e junção anatômica do ducto biliar comum com o ducto pancreático antes de sua abertura na papila duodenal. A doença inflamatória hepática e a lipidose hepática felina (LHF) são doenças hepáticas prevalentes em gatos. A patofisiologia da LHF permanece desconhecida, mas sabe-se que envolve um desequilíbrio entre os depósitos de gordura periférica mobilizados para o fígado, uso hepático de ácidos graxos para energia e dispersão hepática de triglicerídeos. A LHF pode ser classificada como primária ou secundária. A primária desenvolve-se pela ingestão inadequada de alimento durante períodos de perda forçada de peso, privação não intencional ou mudança de alimentação, alterações ambientais ou estresse, já a secundária ocorre em períodos de anorexia prolongados causados por uma condição ou doença subjacente. Objetivo: Este trabalho objetivou relatar um caso de Colangite hepática desencadeando a Lipidose Hepática Secundária em um paciente felino em virtude de sua importância na clínica de medicina felina como processos desafiadores. Material e Métodos: Trata-se de um estudo de caso clínico, de abordagem investigativa, realizado na Clínica Veterinária Vet4Pet em Botucatu-SP. Resultados: O diagnóstico foi baseado nos resultados do hemograma, bioquímica sérica e principalmente do laudo ultrassonográfico, sendo essencial para o diagnóstico diferencial da doença, no entanto, o diagnóstico definitivo só é obtido por meio de análise histopatológica. Conclusão: A partir dos dados coletados para o caso em questão, observou-se o quadro clínico inicial de colangite, levando à lipidose hepática secundária, tendo como base a anamnese detalhada, exame físico e exames complementares, primordialmente, o ultrassom abdominal, demonstrando a sua relevância como diagnóstico diferencial e através da evolução clínica do paciente, com introdução do tratamento baseado na literatura disponível, melhora dos resultados laboratoriais e resolução total dos sintomas clínicos, foi determinado o diagnóstico assertivo.

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