HIPERADRENOCORTICISMO CANINO DEPENDENTE DA HIPÓFISE: UMA REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Rebeca de Sousa Meneses,
Isabelle Rodrigues Taveira,
Rony Cleiton da Cruz Silvino,
Lívya Ingredy Gonçalves Cruz,
Paula Gabriele Sousa Nogueira
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso on-line nacional de clínica veterinária de pequenos animais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2379
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: O hiperadrenocorticismo em cães é uma afecção endócrina que se caracteriza pela persistência de altas concentrações de cortisol no sangue. Tendo duas origens, a endógena podendo ser ACTH dependente resultante de um tumor corticotrófico, a ACTH independente por tumores no córtex da adrenal que secretam cortisol e exógena quando é iatrogênica decorrente do uso abundante de corticosteroides. Algumas raças parecem ter uma maior predisposição para a doença, tais como: Poodle, Pastores-alemães, Labrador e Retrievers. Em relação ao diagnóstico, a suspeita fundamenta-se, inicialmente, em anamnese detalhada e exame físico completo. Uma série de achados clínicos e laboratoriais podem indicar o hiperadrenocorticismo em cães sendo eles achados hematológicos, bioquímicos, exames de imagem, urinálise e alterações morfológicas principalmente do abdômen. Objetivos: O objetivo deste trabalho foi realizar uma revisão de literatura integrativa sobre os cães acometidos pela forma endógena ACTH-dependente da doença. Materiais e Métodos: Para a elaboração deste trabalho foi feito pesquisas em livros de clínica médica de pequenos animais sobre hiperadrenocorticismo em cães com enfoque no tipo dependente da hipófise. Resultados: O hiperadrenocorticismo ACTH-dependente ocorre em decorrência de um tumor na hipófise que secreta o hormônio corticotrófico, que por consequência causa hiperplasia adrenocortical e um aumento na produção e liberação de glicocorticoides. Os tumores que mais acometem a hipófise dos caninos são os microadenomas e raramente os carcinomas, e se grandes, podem invadir ou comprimir estruturas adjacentes do cérebro causando sinais neurológicos. Não existem correlação racial, sendo que cães com mais de 6 anos de idade são mais propensos a desenvolverem a doença. Se tratando de sinais clínicos em comum nos 3 tipos da doença, assim apresentando polidipsia, poliúria, polifagia, abdômen pendular, atrofia muscular, dispneia ou taquipneia e alterações cutâneas como telangiectasia, piodermite e discromia no pelame. Conclusão: A prevalência da ACTH na clínica médica de pequenos animais é comum em cães de meia-idade e idosos. Se faz necessário destacar que esta afecção ocasiona deterioração da qualidade de vida dos cães acometidos, portanto, o diagnóstico precoce é imprescindível, a fim de reduzir complicações clínicas, estabelecer tratamento adequado e melhorar a condição de vida dos pacientes.
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