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APLICAÇÃO DA TECNOLOGIA DE SILENCIAMENTO GÊNICO BASEADA EM DNA ANTISENSO VISANDO O AUMENTO DA RESISTÊNCIA EM TOMATEIRO (SOLANUM LYCOPERSICUM L.) À MANCHA BACTERIANA
Author(s) -
Fabiano Touzdjian Pinheiro Kohlrausch Távora,
Eduardo Andrade Franco Severo,
Ivonaldo Reis Santos
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2322
Subject(s) - biology , horticulture , solanum , humanities , physics , microbiology and biotechnology , philosophy
Introdução: o tomateiro representa uma das principais hortaliças cultivadas no mundo. Além de sua relevância socioeconômica, seu cultivo é também importante do ponto de vista da segurança alimentar, fornecendo nutrientes essenciais como a vitamina C, pró-vitamina A (i.e., beta-caroteno) e antioxidantes (e.g., licopeno). Dentre as diversas doenças que acometem a cultivo do tomate, a mancha bacteriana do tomateiro (MBT), causada por bactérias do gênero Xanthomonas (com grande destaque para a espécie X. euvesicatoria pv. perforans - Xep), consiste em um fator limitante para a expansão dessa cultura. O método atualmente mais empregado no combate à MBT consiste em aplicações frequentes de agrotóxicos que, além dos inúmeros negativos impactos ao meio ambiente, são componentes significativos do custo de produção. O silenciamento gênico baseado no uso de moléculas de DNA antisenso (ASO) tendo como alvo genes de susceptibilidade (genes-S) no hospedeiro, representa uma estratégia inovadora que tem sido empregada com sucesso no controle e manejo sustentável de fitopatógenos. Objetivo: o presente estudo visou aumentar a resistência do tomate à MBT através da aplicação de oligonucleotídeos de DNA antisenso alvejando um gene de suscetibilidade da planta. Material e métodos: o ASO foi desenhado conforme pipeline publicado em estudo prévio, e seu delivery a folhas intactas de plantas de tomate (cv. Santa Cruz) suscetível à Xep foi realizada por meio de infiltração por pressão. 24 horas após infiltração (hpi), plantas tratadas foram pulverizadas com suspensão bacteriana (isolado de Xep a 5 x 107 UFC/ml). A severidade dos sintomas foi avaliada através da contagem do número de lesões foliares em 7, 10, 15 e 20 dias após inoculação (dpi), utilizando o software Quant®. Resultados: Plantas tratadas com o ASO apresentaram significativa redução dos sintomas da doença (t-test, p-valor ≤ 0,05) em relação aos controles, em todos os tempos amostrais. Conclusões: Nossos resultados contribuem para uma melhor compreensão da interação compatível no patossistema tomate-Xep, e apresenta solução tecnológica com o potencial de reduzir perdas na produtividade da cultura do tomate e mitigar a aplicação de agrotóxicos na lavoura, resultando no fortalecimento da economia e diminuição dos efeitos nocivos ao meio ambiente e à saúde humana.

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