COBERTURA VACINAL CONTRA FEBRE AMARELA NO ESTADO DE GOIÁS, 2009 A 2019
Author(s) -
Stephanie Ballatore Holland Lins,
Luane Tavares De Oliveira,
Gabriela Lino Lopes,
Maria Clara Costa Paulino,
Diego De Lima Mamede,
Danyelly Rodrigues Machado Azevedo
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de doenças infectocontagiosas on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2244
Subject(s) - medicine
Introdução: A febre amarela (FA) é uma doença infecciosa febril aguda provocada por um arbovírus do gênero Flavivirus, família Flaviviridae e transmitida por vetores artrópodes em dois ciclos de transmissão: silvestre e urbano. No ciclo urbano, o Aedes aegypti atua como vetor principal, enquanto no ciclo silvestre, mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes são responsáveis pela manutenção do vírus na natureza e sua transmissão entre primatas não humanos (PNH). Embora no Estado de Goiás não tenha sido registrado nenhum caso humano de FA desde 2017, seu ciclo silvestre não é passível de eliminação e, por ser uma zoonose, há necessidade contínua de vigilância e manutenção das ações de controle da doença, principalmente no que se refere à necessidade de ampliação da cobertura vacinal nesse Estado que é uma das áreas com recomendação da vacina (ACRV), conforme determinação do Ministério da Saúde (MS). Objetivo: Analisar a cobertura vacinal de febre amarela no Estado de Goiás, entre os anos de 2009 a 2019. Metodologia: Realizou-se uma análise da cobertura vacinal de FA datando de 2009 a 2019 com base nos registros do Programa Nacional de Imunização (PNI) através do site Mapa da Saúde, da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás. O processamento e análise de dados foram realizados através do programa Microsoft Excel. Resultados: Dentro do período analisado de 2009 para 2019, a cobertura vacinal apresentou um decréscimo de 102,64% para 75,72%, respectivamente. No entanto, o maior percentual de vacinação contra FA foi em 2011, com 107,96% da população imunizada. Por recomendação da Organização Mundial de Saúde, a partir de abril de 2017 houve mudança do protocolo vacinal com indicação de dose única em todo o Brasil, o que poderia explicar a maior queda na cobertura vacinal no ano, com 76,05% de imunizados. Conclusão: Os resultados obtidos neste trabalho, indicam que a cobertura vacinal contra FA está abaixo do recomendado pelo MS, assim, conclui-se que as condições para disseminação da doença estão favoráveis, logo, são necessários esforços adicionais voltados às ações de vigilância, prevenção e controle da doença, principalmente no que tange o aumento da cobertura vacinal.
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