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CRIPTOCOCOSE CUTÂNEA PRIMÁRIA EM PACIENTE IMUNOSSUPRIMIDOS
Author(s) -
Lilian Eckstein Teixeira,
Bruna Kuhn De Freitas Silva
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de doenças infectocontagiosas on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2227
Subject(s) - cryptococcus neoformans , cryptococcosis , cryptococcus , cryptococcus gattii , biology , microbiology and biotechnology
Introdução: A criptococose cutânea primária é uma infecção severa causada por Cryptococcus neoformans ou Cryptococcus gattii. A doença é classificada como primária, pois a região afetada é somente a pele e as bactérias fastidiosas dependem tanto desse órgão, como do estado imunológico do hospedeiro. Acomete mais pacientes adultos e imunossuprimidos. Objetivos: Definir a criptococose cutânea primária, seu diagnóstico e ocorrência em pacientes imunossuprimidos. Materiais e métodos: O presente trabalho é uma revisão integrativa da literatura, onde foram selecionados artigos científicos, disponíveis nas bases de dados virtuais em saúde: PubMed, Google Acadêmico, Portal do Ministério da Saúde e SciELO, publicados entre os anos 1998 a 2021. A seleção dos artigos se deu por meio da utilização dos DeCS: “criptococose cutânea primária”, “imunossuprimidos”, “Cryptococcus neoformans”, “Cryptococcus gattii”, “infecção”, os mesmos termos aplicáveis em inglês e foram excluídos artigos que não contemplavam o enfoque temático. Resultados: A contaminação pelos Cryptococcus neoformans ou Cryptococcus gattii ocorre por via inalatória, comprometendo as vias pulmonares por conseguinte. Não há transmissão inter-humana, nem de animais ao homem. Tem maior incidência em áreas rurais e apresenta histórico de lesão local e exposição a matéria orgânica morta presente no solo, em frutas secas, cereais, em árvores e, em especial, contato com excretas de aves. Nos hospedeiros imunossuprimidos, em uso de corticóides, a infecção possui sintomatologia discreta e fica restringida, majoritariamente, ao pulmão. Raramente a transmissão pode ocorrer pela ingestão ou pela via dérmica. A via disseminatória da doença é pelo sangue, com propensão para contaminar células nervosas e outros órgãos. O diagnóstico deve ser clínico e laboratorial. A confirmação desse último é feita com o uso de nanquim, visualizando a presença de criptococos em materiais clínicos. A sustentação é feita pela sorologia e histopatologia e por exames de imagens, para evidenciar danos pulmonares, presença de criptococoma único ou múltiplo. A precisão do diagnóstico efetiva o tratamento correto da patologia. Conclusão: A infecção cutânea primária é uma doença rara, que acomete em grande parte, pacientes imunossuprimidos, destacando os pacientes com AIDS. O aspecto clínico da infecção, efetivado por cultura, exames bioquímicos e de imagem, possibilita diagnóstico e tratamento precoces.

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