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MUCORMICOSE EM PACIENTES ACOMETIDOS POR COVID-19: REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA
Author(s) -
Luanna Paula Garcez de Carvalho Feitoza,
Anna Ellen Marques De Lima,
Júlia Resende Rissari,
Samia Walid Ali Saleh,
Fabiane Veloso Soares
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso brasileiro de doenças infectocontagiosas on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/2162
Subject(s) - medicine , covid-19 , gynecology , pathology , disease , infectious disease (medical specialty)
Introdução: A Mucormicose (zigomicose) é uma patologia infectocontagiosa oportunista rara causada por fungos da ordem Mucorales, com incidência em diabéticos em cetoacidose, pacientes imunodepressivos sob quimioterapia por doenças neoplásicas, pós-transplantados e também sob aqueles com corticoterapia prolongada, como pacientes da COVID-19. O subtipo clínico rino-orbital-cerebral é o mais frequente (44% a 49%) dos casos relatados. No contexto da pandemia causada pelo SARS-CoV2, têm-se evidenciado casos de mucormicose associados a essa patologia, pois devido a inflamação robusta e a imunossupressão simultânea (sobretudo em pacientes com morbidades como o Diabetes Mellitus) evidentes no manejo da COVID-19, acredita-se que a resposta imune desregulada fornece um hospedeiro propício ao desenvolvimento de infecções fúngicas. Sua sintomatologia depende de onde o fungo está crescendo no corpo e seu diagnóstico é baseado nos achados clínicos e de imagem, juntamente com a associação de fatores de risco potenciais. A terapêutica consiste em retirada cirúrgica de tecidos necrosados e antifúngicos. Objetivo: Averiguar na literatura científica a Mucormicose e sua relação oportunística em pacientes acometidos por COVID-19. Material e métodos: Revisão Integrativa da Literatura com dados coletados nas bases de dados PUBMED, SCIENCE DIRECT e SPRINGER LINK a partir de 2020. A análise dos dados incluiu a pré-análise, tratamento dos dados e interpretação dos resultados. Resultados: Foram incluídos oito estudos científicos, sendo notado que a mucormicose decorrente de pacientes com COVID-19 foi mais comumente observada em pacientes com história de diabetes mellitus e com COVID-19 grave ou crítico em pacientes na Índia. No Irã, um estudo multicêntrico também mostra que 86% dos pacientes com COVID-19 e mucormicose apresentavam diabetes mellitus e 46,6% receberam terapia com corticosteróide. Neste ano o Ministério da Saúde brasileiro registrou 49 casos de mucormicose, sendo 19 pacientes com COVID-19 e a maioria apresentava diabetes mellitus. Esses dados não representam o total de registros da doença no Brasil e sim casos que chegam ao conhecimento do órgão por meio da solicitação de medicamentos ou pelos CIEVS locais. Conclusão: A imunossupressão causada pela infecção da COVID-19 concomitante a sua terapêutica por meio da corticoterapia e comorbidades anteriores tornou pacientes mais suscetíveis a infecções fúngicas secundárias, como a mucormicose.

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