z-logo
open-access-imgOpen Access
PÊNFIGO FOLIÁCEO EM UM CÃO DA RAÇA ROTTWEILER: RELATO DE CASO
Author(s) -
Leticia Coelho Araujo,
Gabriela Rebouças Milani Cecci,
Diego Dare Da Silva
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso on-line nacional de clínica veterinária de pequenos animais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/1932
Subject(s) - medicine , humanities , physics , microbiology and biotechnology , biology , art
Introdução: O complexo pênfigo engloba um grupo de dermatopatias autoimunes nas quais anticorpos são direcionados contra as proteínas responsáveis pela adesão celular da epiderme, levando a um quadro cutâneo vesicobolhoso ou pustular. Este complexo pode ser classificado em pênfigo eritematoso, panepidermal, paraneoplásico, induzido por drogas, vegetante, vulgar ou foliáceo, sendo este último o mais comumente diagnosticado em cães. Objetivo: O presente trabalho teve como objetivo descrever um caso de pênfigo foliáceo em um cão. Material e métodos: Foi atendido em ambiente domiciliar na cidade de Londrina – PR um cão da raça Rottweiler, fêmea, castrada, 5 anos, 35 kg com histórico de dermatopatia pruriginosa com evolução de 1 ano. As lesões dermatológicas consistiam em pápulas, pústulas, colaretes epidérmicos, alopecia, crostas melicéricas e hemáticas, descamação foliácea e micácea, inicialmente localizadas em região de ponte nasal, faces interna e externa de pavilhões auriculares, coxins palmo-plantares, região torácica bilateral e região proximal de membros posteriores. Foram realizados testes dermatológicos de triagem: parasitológico de raspado cutâneo, tricograma, cultura fúngica e exame citológico. Foi instituído controle de ectoparasitas e dieta hipoalergênica hidrolisada. Resultados: Os testes diagnósticos iniciais não evidenciaram a presença de ácaros ou dermatófitos, porém a citologia foi sugestiva de piodermite. Foi instituída antibioticoterapia por via oral com cefalexina, no entanto, após um mês o quadro tornou-se generalizado. Foi realizada biópsia incisional para exame histopatológico que resultou no diagnóstico de dermatite intraepidermal pustular subcorneal com acantólise, compatível com a suspeita clínica de pênfigo foliáceo. Foi instituído tratamento imunossupressor com prednisona (2 mg/kg a cada 12 horas) durante 10 dias, no entanto, como não houve uma resposta satisfatória, acrescentou-se a azatioprina na dose inicial de 1,5 mg/kg a cada 24 horas. O animal apresentou resolução do prurido e melhora superior a 90% das lesões dermatológicas cerca de 1 mês após o início do tratamento, foi então iniciada a diminuição gradual de ambas as medicações. Conclusão: Apesar de ser uma doença pouco frequente em cães, o pênfigo foliáceo deve entrar no diagnóstico diferencial das dermatopatias pruriginosas. A azatioprina associada à corticoterapia é uma opção terapêutica viável e de menor custo quando comparada a outros imunossupressores.

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here
Accelerating Research

Address

John Eccles House
Robert Robinson Avenue,
Oxford Science Park, Oxford
OX4 4GP, United Kingdom