COLECISTECTOMIA EM CADELA DA RAÇA SPITZ ALEMÃO: RELATO DE CASO
Author(s) -
Indianna Lua Mendes Araújo,
Luane De Macêdo E Silva,
Thaís Raylla Laurindo Sena Barros,
Maria José Lima Do Nascimento,
Francisco Lima Silva
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso on-line nacional de clínica veterinária de pequenos animais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/1904
Subject(s) - medicine , gastroenterology , gynecology
Introdução: A colecistectomia se trata da retirada cirúrgica da vesícula biliar quando esta apresenta inflamação ou formação de cálculos, podendo ser causada por obstrução do trato biliar extra-hepático, neoplasia, infecção ou trauma. Objetivo: O relato tem por objetivo reportar o tratamento cirúrgico para correção de colecistite em cadela. Materiais e Métodos: Uma cadela da raça Spitz Alemão, 10 anos e 3 meses, 3 kg, deu entrada em um hospital veterinário da cidade de Teresina - PI. A tutora relatou que há dois dias o animal vinha apresentando hiporexia e vômito. Foram solicitados exames laboratoriais e de imagem. Resultados: No hemograma observou-se anemia normocítica normocrômica, neutrofilia absoluta, linfopenia e eosinopenia absolutas, trombocitopenia severa e plasma ictérico. No bioquímico identificou-se os valores: Fosfatase Alcalina: 3.332,0 U/L; T.G.O./AST.: 60,0 U/L; T.G.P/ALT.: 361,0 U/L; Creatinina: 0,4 mg/dL; Ureia: 26,0 mg/dL. Na ultrassonografia encontrou-se o fígado com aumento da ecogenicidade hepática; vesícula biliar aumentada de volume, com conteúdo denso e com ecogenicidade mista, sugerindo colecistite com ruptura de órgão; baço com lesão edemaciada e anecogênica na parte cranial do órgão. Solicitou-se então eletrocardiograma e ecocardiograma. Após verificar ausência de alteração cardíaca, encaminhou-se o animal para cirurgia. Foi realizada uma laparotomia exploratória onde constatou-se que houve o extravasamento do conteúdo da vesícula biliar. Realizou-se então a exposição do órgão rompido e fez-se uma incisão no peritônio visceral ao longo da junção da vesícula biliar e do fígado para desprender a vesícula do fígado. Em seguida, fez-se a liberação do ducto cístico até sua junção com o ducto biliar comum. Clampeou-se e realizou-se uma dupla ligadura da artéria cística e ducto cístico com fio não absorvível (náilon 2-0). Seccionou-se o ducto distal às ligaduras e realizou-se a remoção da vesícula biliar. Conclusão: A colecistectomia é o tratamento de escolha para casos de colecistite em que não há resposta ou em que ocorrem recidivas após antibioticoterapia, ruptura espontânea ou colelitíase. Dessa forma, fica evidente a importância dos exames de rotina para tratar a tempo qualquer complicação que venha a surgir, principalmente em animais sêniores.
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