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ASPECTOS TERAPÊUTICOS DA DERMATITE ATÓPICA CANINA
Author(s) -
Charles Anselmo Sampaio,
Nathália Edwirgens Dos Santos Costa,
Rita De Cassia De Amorim Lindolfo,
Rodrigo Antônio Torres Matos,
Roberto Rômulo Ferreira Da Silva
Publication year - 2021
Publication title -
anais do i congresso on-line nacional de clínica veterinária de pequenos animais
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/1897
Subject(s) - humanities , physics , medicine , art
Introdução: A dermatite atópica canina (DAC) é uma doença com predisposição hereditária, caracterizada por uma deficiência na barreira cutânea, que favorece a penetração através da pele, de alérgenos ambientais e microrganismos presentes na superfície da pele. Objetivo: Objetivou-se com este trabalho realizar uma revisão sobre os aspectos terapêuticos da dermatite atópica canina. Material e Métodos: Foi realizado um levantamento bibliográfico utilizando as bases de dados eletrônicas Pubmed e Scielo, utilizando as palavras-chave: cães, atopia, tratamento. Resultados: Em geral, os sintomas iniciais surgem nos cães entre seis meses e três anos de idade e tem o prurido como o principal sinal clínico, causando eritema no abdome, axilas, face, orelhas e patas, otites recorrentes, formação de pústulas no abdome, alopecias, escoriações, odor desagradável, ato de mordiscar e lamber espaços interdigitais e região penianal. Os alérgenos envolvidos incluem ácaros ambientais, bolores, leveduras, pólen, alimentos, poeira, fungos e outros. As raças mais predispostas são: Shih-tzu, Maltês, Bulldog Francês, Yorkshire Terrier, entre outras. O levantamento do histórico do animal e um criterioso exame físico são os passos iniciais durante a abordagem clínica, porém, o diagnóstico de DAC é baseado na exclusão de outros fatores alérgicos, tais como: dermatite alérgica a picada de ectoparasitas (DAPE) e hipersensibilidade alimentar, o que podeF levar alguns meses. O exame parasitológico do raspado cutâneo e a citologia das lesões cutâneas podem contribuir para identificar outras doenças primárias envolvidas, assim como possíveis infecções secundárias. O tratamento da DAC é de abrangência multifatorial, bastante desafiador e varia de acordo com o animal envolvido e também com a intensidade dos sinais clínicos apresentados. O arsenal terapêutico disponível para o controle desta afecção, inclui a imunoterapia (após teste alergênico); suplementação com ácidos graxos; uso de xampus hidratantes; além do emprego de fármacos com ação antipruriginosa. No controle do prurido podem ser empregados corticosteróides (tópico ou sistêmico) e, principalmente, novos fármacos como o oclacitinib, a ciclosporina e ainda Lokivetmab (anticorpo monoclonal). Conclusão: A DAC é uma das afecções mais importantes e desafiadoras na rotina dermatológica de cães, exigindo do clínico um bom conhecimento sobre os aspectos clínicos, diagnósticos e terapêuticos desta afecção.

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