A DEPRESSÃO COMO FATOR DE RISCO PARA O CÂNCER
Author(s) -
Edivan Lourenço da Silva Júnior,
Luisa Fernanda Camacho González
Publication year - 2021
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/1558
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Introdução: A depressão é caracterizada por transtornos de humor (anedonia) e por uma persistente perda de interesse ou prazer em realizar atividades antes consideradas agradáveis. Este transtorno pode gerar sintomas como: ganho de peso, insônia, fadiga, perda de energia e concentração, irritabilidade, sentimentos de culpa e pensamentos suicidas, agravados no atual contexto de isolamento social decorrente da pandemia da COVID-19. Correlacionada com a ansiedade, pode também constituir fator de risco para a incidência e mortalidade por câncer. Objetivo: Analisar o transtorno depressivo e sua influência no surgimento e desenvolvimento do câncer. Material e métodos: Foi elaborada uma revisão bibliográfica com a consulta das bases de dados: Scielo, PubMed, LILACS e Google Acadêmico, conforme a disponibilidade na íntegra de artigos dos últimos cinco anos. Resultados: O câncer possui causas relacionadas a condições genéticas, ambientais e fatores psicossociais. Em seu tratamento existem diversos desafios como: comorbidades, consequências do envelhecimento, dependência dos cuidadores, alterações de sono e sentimentos de incerteza, angústia, raiva, desamparo e medo da morte. Ademais, o sofrimento psicológico decorrente da depressão está relacionado a maiores índices de mortalidade, com influência direta nos processos endócrinos e imunológicos. Como exemplos pode-se mencionar a desregulação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e a supressão da atividade das células Natural Killers e enzimas de reparo do DNA, que desempenham importantes papéis nos processos de defesa contra o câncer. Conclusão: Constatou-se que a depressão possui efeitos multidimensionais nos pacientes com câncer, que possuem menos ferramentas para lidar com fatores biopsicossociais impostos pela doença. Desta forma, mudanças no estilo de vida e bom convívio social são fundamentais para a melhoria da terapêutica. Ademais, é importante que se evite práticas como o alcoolismo e tabagismo, além da existência de um acompanhamento profissional que leve em consideração os fatores desencadeantes e as consequências do transtorno depressivo.
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