DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS: PRINCIPAIS ALTERNATIVAS TERAPÊUTICAS
Author(s) -
João Vítor Estivalete Penno,
Felipe Severo Lanzini,
Mateus Sebben Pereira,
Patrick Bonacina,
Pedro Henrique Gomes Bigolin
Publication year - 2021
Publication title -
anais do ii congresso brasileiro de saúde on-line
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/rems/1522
Subject(s) - medicine
Introdução: A doença de Crohn (DC) e a retocolite ulcerativa idiopática (RCUI) são as formas mais comuns de doenças inflamatórias intestinais (DII) e resultam da resposta imune inadequada em indivíduos suscetíveis, aliada a interações com fatores ambientais, microbianos e do sistema imune entérico. Caracterizam-se por inflamação crônica do intestino de etiologia não completamente esclarecida. As opções terapêuticas promovem remissão, mas não curam a doença. Objetivo: Apresentar as principais terapêuticas utilizadas no manejo das DII. Materiais e Métodos: Realizou-se revisão sistemática de literatura sobre as alternativas terapêuticas no manejo das DII. Pesquisou-se no SCIELO e PUBMED o descritor “Doença inflamatória intestinal". Além dos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas sobre DII fornecidos pelo Ministério da Saúde. Resultados: O manejo das DII é feito combinando medidas comportamentais e farmacológicas e depende da etiologia, local acometido, gravidade e extensão da doença. As DII leves a moderadas têm tratamento baseado nos derivados do ácido 5-aminossalicílico (5-ASA). Na DC não colônica, os derivados 5-ASA ligados aos radicais sulfa são ineficazes. Quando não responsivas ao tratamento inicial, a escolha são os glicocorticoides. Na RCUI, caso a terapia dupla não seja eficaz ou seja impossível fazer o desmame do glicocorticoide, opta-se por imunomoduladores. Na DC moderada a grave, faz-se manejo com glicocorticoides, imunomoduladores e terapia biológica, inexistindo consenso quanto ao mais eficaz. Em casos de DII grave a fulminante, as medidas englobam reposição hidroeletrolítica, jejum e tratamento cirúrgico. Na DC fistulosa e no pós operatório de colectomia em RCUI, o tratamento inclui antibioticoterapia, acompanhada ou não de terapia biológica e/ou imunomoduladores. Caso ineficiente (na DC fistulosa) prossegue-se para correção cirúrgica. Em ambas patologias se administra glicocorticoide endovenoso. Caso haja refratariedade ao glicocorticoide, na RCUI, opta-se por imunobiológicos, ciclosporinas ou tratamento cirúrgico. A manutenção é feita com imunomoduladores ou terapia biológica. Na RCUI podem ser utilizados, também, análogos 5-ASA. Conclusão: Embora as DII não possuam etiologia completamente esclarecida, é imprescindível uma abordagem ampla e individualizada de cada paciente. Ademais, é necessário caracterizar o acometimento para que seja realizada a conduta correta, pois mesmo sem possibilidade de cura, a remissão das crises melhora a qualidade de vida dos pacientes.
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