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DISPLASIA COXOFEMORAL EM CÃES – REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Jéssica Lima de Moura,
Micheline Amorim Lucindo
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/granvet-45
Subject(s) - medicine , orthodontics
Introdução: A Displasia Coxofemoral (DCF) é uma patologia hereditária do desenvolvimento que afeta a articulação do quadril e é caracterizada pela subluxação ou luxação completa da cabeça do fêmur e por doença degenerativa articular, afetando mais comumente cães jovens de raças grandes. Objetivos: Realizar revisão de literatura sobre a Displasia Coxofemoral, identificando as principais causas da sua evolução. Material e métodos: Empregou-se a revisão de literatura de 11 artigos disponíveis em português, encontrados na base de dados do Google Acadêmico e do Scielo, além de livros que tratam a temática abordada. Foram utilizadas palavras-chave como “displasia coxofemoral”, “luxação no quadril” e “subluxação no quadril” na busca ativa eletrônica. Resultados: A articulação coxofemoral é formada pelo acetábulo, colo e cabeça femoral. Essa disposição anatômica confere estabilidade e conformidade à articulação, permitindo grande amplitude de movimentos como lateralidade e rotação dos membros pélvicos. Todavia, na displasia coxofemoral, os tecidos moles de sustentação não acompanham a taxa de crescimento das estruturas ósseas, levando à frouxidão articular e à consequente perda da estabilidade entre a cabeça do fêmur e o acetábulo. Essa desproporção predispõe a articulação coxofemoral a alterações degenerativas, como esclerose óssea acetabular, osteofitose, espessamento do colo femoral, fibrose da cápsula articular e subluxação ou luxação da cabeça femoral, levando à DCF. A Displasia Coxofemoral é uma doença articular hereditária, sendo influenciada por fatores genéticos e/ou ambientais. A causa da displasia é, primariamente, hereditária e expressada por mais de um gene, mas fatores ambientais também possuem um papel importante no desenvolvimento de anormalidades do osso e dos tecidos moles. Ganho de peso e o crescimento, acelerados por ingestão nutricional excessiva, distrofia do músculo pectíneo, atrofia muscular pélvica, excesso de exercícios em cães jovens, distúrbios hormonais, tipo de piso e escadas são fatores do ambiente que contribuem para o surgimento e avanço da DCF. Conclusão: A displasia coxofemoral tem como base fisiopatológica a desproporção entre a massa muscular da articulação coxofemoral e o desenvolvimento ósseo rápido, tendo causas multifatoriais e poligênicas, em que a hereditariedade e os fatores ambientais são as principais influências para a sua evolução.

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