ISOERITRÓLISE NEONATAL EQUINA - REVISÃO DE LITERATURA
Author(s) -
Vitória Cabral,
Geovana Domingues Jardim Soares,
Nathalia Brandes Décimo Rodrigues,
Eduarda Ponsati Viraque,
Luciana Araújo Lins
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/granvet-22
Subject(s) - medicine , humanities , art
Introdução: A isoeritrólise neonatal equina (INE) é uma enfermidade de potros recém-nascidos que ocorre entre 1 a 2% dos partos. É definida pela formação de anticorpos maternos contra as hemácias do potro, que são transferidos por meio da ingestão do colostro, levando a um quadro de hemólise imunomediada. É causada pela incompatibilidade do grupo sanguíneo entre potro e égua. Normalmente acomete potros de éguas multíparas, mas há casos raros que podem afetar potros de éguas primíparas. Objetivo: Este trabalho teve por objetivo apresentar uma revisão bibliográfica sobre a isoeritrólise neonatal equina. Material e métodos: Foi realizada uma revisão de literatura com base em artigo científicos disponíveis on line, através de pesquisa em plataformas de pesquisa voltadas à indexação de publicações científicas. Resultados: Uma das principais características dos potros com INE é que durante a gestação e parto eles não apresentam alterações, sendo perceptíveis apenas após 2 a 24 horas da ingestão de colostro. Dependendo da quantidade e da atividade dos anticorpos absorvidos, determina-se a rapidez do início dos sinais e a gravidade do quadro clínico, que podem ser hiperagudos, agudos, subagudos ou subclínicos. Os sinais gerais consistem em fraqueza, depressão, redução do reflexo de sucção e icterícia. O diagnóstico pode ser definido através do histórico e análise clínica e como exame complementar pode ser utilizado teste de Coombs (antiglobulina direta) que detecta a presença de anticorpos. O tratamento varia conforme a gravidade dos sinais clínicos. O potro deve ser alimentado com leite correspondente a no mínimo 10% do peso vivo, a cada 2 horas se necessário através de sonda nasogástrica, utilizando o colostro que seja de outra progenitora. Nos casos mais graves, há a necessidade de realizar a transfusão sanguínea para amenizar a anemia, além de tratamento suporte. Conclusão: A Isoeritrólise neonatal equina é uma doença de suma importância, onde criadores e médicos veterinários devem ficar atentos para detectar os sinais clínicos no começo e tomar medidas terapêuticas para que se evite este quadro clínico. O prognóstico irá depender da quantidade e atividade dos anticorpos absorvidos e não está, necessariamente, equivalente à velocidade de início dos sinais.
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