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COMPARAÇÃO ENTRE O TESTE LABORATORIAL REMOTO E O MÉTODO LABORATORIAL DE ROTINA PARA A DOSAGEM DE LIPOPROTEÍNAS E TRIGLICERÍDEOS NO SANGUE: REVISÃO SISTEMÁTICA DA LITERATURA
Author(s) -
Carine Pimenta Maurício Dantas Tostes
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/conbraqui/5
Subject(s) - humanities , physics , microbiology and biotechnology , philosophy , biology
Introdução: As doenças cardiovasculares (DCV) são uma grande preocupação para a saúde pública devido ao seu alto índice de mortalidade. A alteração dos níveis de lipídios plasmáticos está entre os fatores de risco para as DCVs. Os testes laboratoriais remotos (TLR ou point-of-care test [POCT]) conseguem medir uma série de analitos a partir de tiras reagentes. Entre eles pode-se citar o colesterol total, lipoproteínas de alta densidade (HDL) e baixa densidade (LDL) e triglicerídeos (TG). Assim, os TLRs são importantes na triagem e análise do risco CV. As vantagens dos TLRs incluem a medição rápida, a necessidade de uma pequena quantidade de amostra e o resultado imediato. Objetivo: O objetivo do presente estudo foi fazer uma revisão sistemática da literatura sobre a precisão e acurácia do TLR comparado a bioquímica laboratorial (padrão ouro) para a dosagem de lipoproteínas e TG no sangue. Material e métodos: A base de dados consultada foi o PUBMED utilizando descritores na língua inglesa relacionados a temática. Resultados: Após triagem dos resultados, foram analisados 25 artigos, sendo 21 estudos em humanos e quatro em animais. Foram identificados 15 dispositivos, que dosavam tanto lipídios e TG quanto outros analitos, porém apenas 2 deles é comercializado no Brasil. Os estudos mostram que o TLR é de fácil execução e apresenta boa concordância com as medidas laboratoriais, apresentando diferenças não significativas, com exceção de dois artigos em humanos que encontraram diferença significativa entre o TLR e o método laboratorial. A maioria dos artigos aprovam o TLR como meio de triagem. Conclusão: Em conclusão, apesar de haver discordância entre os estudos que avaliam a acurácia, precisão e concordância nas dosagens, havendo superestimação ou subestimação de valores dependendo do analito e dispositivo, essa variação parece não possuir relevância clínica. Contudo, mais estudos são necessários para o controle das fases pré-analíticas, analíticas e pós-analíticas, afim de se prevenir erros que poderão interferir no resultado final.

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