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MONITORAMENTO DA TRANSMISSÃO VETORIAL DE TRYPANOSOMA CRUZI NO SUL DE MINAS GERAIS
Author(s) -
Amanda Bruno da Silva Bellini Ramos,
Gabriela de Souza Martins Faria,
Tayna Aparecida Marques de Carvalho,
Fábio Antônio Colombo,
Angélica Rosa
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/conbrapah/3
Subject(s) - trypanosoma cruzi , chagas disease , biology , microbiology and biotechnology , humanities , virology , art , parasite hosting , world wide web , computer science
Introdução: A Doença de Chagas, cujo agente etiológico é o Trypanosoma cruzi, ainda é problema de saúde pública em muitos estados do Brasil. Por se tratar de uma enfermidade de transmissão vetorial, a maioria das formas de monitoramento da mesma perpassa pelo estudo do vetor. Dessa forma, a Universidade Federal de Alfenas, em parceria com a Superintendência Regional de Saúde/Alfenas, tem desenvolvido o trabalho de vigilância epidemiológica da Doença de Chagas na região, estudo indispensável considerando os diversos fatores de risco aqui existentes. Objetivo: Assim sendo, o objetivo desse trabalho é: Identificar os insetos e o agente etiológico da Doença de Chagas em fezes de triatomíneos capturados pela população e/ou agentes de saúde dos municípios sob a jurisdição da Vigilância Epidemiológica da SRS/Alfenas, além de emitir laudos baseados nos diagnósticos parasitológico e molecular e realizar comparação com estudos anteriores. Material e Métodos: A análise entomológica é feita de acordo com características morfológicas dos insetos; para análise parasitológica, observa-se as fezes dos insetos em lâmina à fresco, em microscópio óptico. Por fim, a análise molecular é feita pela técnica Real Time Polymerase Chain Reaction (qPCR), com DNA extraído das fezes. Resultados: Entre Julho de 2020 e Junho de 2021, foram recebidos 209 insetos: 95,21% identificados como triatomíneos, e 4,79% como outros hemípteros (fitófagos e predadores). Dentre os triatomíneos, 137 foram recebidos na segunda metade de 2020: 2 identificados como Rhodnius neglectus e 135 como Panstrongylus megistus. As fezes dos insetos foram analisadas por exame parasitológico direto a fresco, com 10,95% de positividade para flagelados semelhantes ao T. cruzi, e também pela técnica molecular (qPCR), que detectou DNA de T. cruzi em 20,44% das amostras. Os demais 62 triatomíneos foram recebidos no primeiro semestre de 2021, sendo todos identificados como Panstrongylus megistus. Destes, 22,58% testaram positivo na análise parasitológica, e 37,10% na análise molecular. Em comparação coma média dos últimos 7 anos (2014- 2020), a porcentagem de amostras positivas pelo diagnóstico molecular aumentou em 10% na primeira metade de 2021, o que indica que o trabalho de vigilância deve continuar e os cuidados com relação a essa parasitose devem receber atenção.

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