
ANÁLISE DE REGIMES DE TRATAMENTO PREVENTIVO CONTRA MALÁRIA PARA GESTANTES HIV-POSITIVAS EM ÁREAS ENDÊMICAS
Author(s) -
Benjamin Martinuzo Filetti,
Afonso Miguel de Souza Silva,
Alessandro Uono Sanchez,
Victor da Cunha Lima Almeida,
Jailton Lobo da Costa Lima
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/conbrapah/2
Subject(s) - scielo , human immunodeficiency virus (hiv) , humanities , medicine , gynecology , physics , philosophy , biology , medline , virology , biochemistry
Introdução: A malária é um grave problema de saúde pública a nível mundial, tornando-se ainda mais alarmante durante a gravidez devido a imunossupressão presente no corpo materno, propiciando assim o surgimento de consequências mais graves para a mãe e para o feto, como o aumento da morbimortalidade materna e nascimento prematuro. Acrescentando-se a essa problemática percebe-se, em várias regiões, grande incidência de coinfecção com o vírus HIV. Nesses casos, torna-se ainda mais preocupante visto que a severidade e morbidade da malária será amplificada e o tratamento e prevenção dificultados. Objetivos: Nesse sentido, esta revisão tem como objetivo descrever regimes profiláticos empregados na prevenção da malária em mulheres grávidas HIV positivas de áreas endêmicas. Material e métodos: Dessaforma, no período de junho a agosto de 2021 foi realizado uma pesquisa no banco de dados do PubMed, EMBASE, LILACS, MEDLINE, Scielo, sendo utilizados os descritores “pregnancy”, “prophylaxis”, “malaria” e “HIV” e com auxílio da plataforma Mesh para incluir seus respectivos sinônimos. Desse jeito, com o uso dos operadores booleanos AND e OR e de critérios de inclusão de apenas ensaios clínicos, artigos publicados desde 2011 e critérios de exclusão de artigos com metodologia e objetivos diferentes dos buscados nesta revisão. Resultados: A revisão reuniu 11 ensaios clínicos,sendo incluídas 4535 participantes de 9 países diferentes. Os estudos abrangeram 8 medidas profiláticas diferentes. Entre as medidas avaliadas, foi verificado que cotrimoxazol e azitromicina possuem taxa de eficácia semelhante ao tratamento padrão baseado em sulfadoxina-pirimetamina. Ademais, a mefloquina se mostrou como uma alternativa medicamentosa, contudo foi apontado efeitos adversos que diminuem a adesão ao tratamento relacionado ao seu uso. Por fim, os antirretrovirais inibidores da protease como lopinavir/ritonavir não demonstraram eficácia na prevenção da malária, não sendo recomendados para esta finalidade. Conclusão: Dessa forma, os estudos apontam que tanto a azitromicina quanto o cotrimoxazol apresentam boa eficácia e menos efeitos colaterais, no grupo em questão, comparado às opções padronizadas para a prevenção da malária. Reforçando a necessidade de novos estudos para buscar novas alternativas terapêuticas.