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FATORES ASSOCIADOS À VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA: UMA AMEAÇA AO PARTO HUMANIZADO
Author(s) -
Benedita Yanca Viana Galdino,
Francisca Flávia Oliveira de Araújo,
Yasmin érica de Medeiros Almeida,
Mariana Rodrigues Ferreira
Publication year - 2022
Language(s) - Portuguese
Resource type - Conference proceedings
DOI - 10.51161/conbesp/32
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Introdução: A violência obstétrica é expressa desde: negligência, discriminação social, violência verbal (tratamento grosseiro, ameaças, gritos, humilhação intencional) e violência física (incluindo não utilização de medicação analgésica quando tecnicamente indicada), até o abuso sexual. Também o uso inadequado de tecnologias, intervenções e procedimentos desnecessários frente às evidências científicas, resultando em uma série de intervenções, pode ser considerado como práticas violentas. O controle da violência obstétrica na assistência ao parto humanizado consiste em um desafio, tendo em vista a sua invisibilidade e não reconhecimento como violação dos direitos humanos. Objetivo: Identificar como os fatores assistenciais relacionados à violência obstétrica influenciam no momento do parto ao nascimento. Material e métodos: Trata-se de um uma revisão bibliográfica, desenvolvida durante o período de Março de 2019 nas bases de dados SciELO e BVS. Inicialmente, buscou-se terminologias universais na página eletrônica dos Descritores em Ciências da Saúde, elegendo: “violência obstétrica” e “saúde da mulher”. Para a operacionalização da pesquisa, realizou-se o cruzamento dos descritores nas referidas bases de dados associado ao operador booleano and, seletando 7 manuscritos na base de dados Scielo e 48 manuscritos na BVS. Os critérios de inclusão foram: artigos disponíveis na íntegra, publicados em português e inglês, de 2015 a 2019 e que abordem a temática violência obstétrica em partos humanizados, e os critérios de exclusão: artigos repetidos e que não abordassem a temática definida. Ao final, realizou-se uma leitura minuciosa dos documentos na íntegra e excluiu-se 46 artigos por não abordarem o objetivo do estudo, selecionando 9 manuscritos para composição. Resultados: No referido estudo, identificou-se os seguintes fatores associados à violência obstétrica no parto humanizado, ou seja, a descontinuidade da assistência, a ausência de informação e/ou informação negada e a inadequação da ambiência e a precariedade das maternidades foram consideradas pontos negativos e presentes na assistência obstétrica. Conclusão: Concluiu-se que as práticas e o modelo de assistência obstétrica no Brasil desrespeitam e/ou ignoram os direitos sexuais, reprodutivos e humanos, o que se reflete nos altos índices de cesárea e nos maus tratos sofridos pelas mulheres nas maternidades brasileiras. Fazem-se necessárias intervenções para colocar em prática o conceito parto humanizado.

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