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ARQUITETURA MODERNA E CONCURSOS NO BRASIL: 1950 A 1965 PANORAMA ANALÍTICO SOB A ÓTICA DAS REVISTAS ACRÓPOLE E HABITAT
Author(s) -
Bárbara Cristina Dias Ledes,
Fabiano José Arcadio Sobreira
Publication year - 2018
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub - relatórios de pesquisa
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n2.2016.5535
Subject(s) - humanities , philosophy
Esta pesquisa teve como objetivo a catalogação e a análise de publicações veiculadas nas revistas Acrópole e Habitat, especializadas em Arquitetura, com enfoque no tema “concursos de projeto”. O corte temporal definido para análise se limitou ao período de 1950 a 1965, referente à sobreposição editorial das duas revistas. Os editoriais e crônicas sobre concursos ou que têm os concursos como pretexto foram relativamente frequentes na segunda fase da Acrópole (a partir de 1953), em comparação com a Habitat. Observou-se que os concursos associados a polêmicas de organização ou julgamento foram, constantemente, os motores dos debates profissionais, das revisões de regulamentação e, por consequência, das publicações nas revistas. Podem se destacar algumas conclusões, a partir das análises realizadas: (1) o “julgamento” foi, e ainda é, um dos principais pontos de conflito nos concursos tidos como controversos. A cada conflito de julgamento, o problema é atribuído ou a uma suposta má-formulação do edital do certame, às suas “regras do jogo”, ou às decisões do próprio júri; (2) A revista que manteve vínculo mais estreito com a categoria profissional - Acrópole - foi também a que mais diretamente colocou em questionamento a validade dos concursos. Por outro lado, é na Habitat, em que o responsável pelo editorial de Arquitetura não era um arquiteto, e sim o jornalista e crítico literário Geraldo Ferraz, que foi publicado o artigo mais contundente na defesa dos concursos. Enfim, o período analítico se encerra em 1965, um ano depois do golpe militar que resultou em vinte anos de ditadura no Brasil. Uma de suas consequências secundárias, porém graves para a classe dos arquitetos, foi o encerramento das atividades da Habitat em 1965; a Acrópole, por sua relação mais próxima do mercado imobiliário e seu menor envolvimento político, ainda iria resistir até 1971. Quase setenta anos depois constatamos que os instrumentos de escolha de projetos de obras públicas continuam desprotegidos, de idêntico modo sujeitos a jogos de prestígio e injunções políticas

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