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Análise de disfunções tireoidianas induzidas pelo tratamento oncológico imunoterápico
Author(s) -
Karoline Laurentino Lopes Pinto,
Ronan Wilk Guimarães,
Gabriela Resende Vieira de Sousa
Publication year - 2019
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n1.2018.6330
Subject(s) - medicine , gynecology
Introdução: Os inibidores das proteínas de checkpoint (IC), sobretudo os anti-PD-1, anti-PD-L1 e anti-CTLA-4, têm sido cada vez mais utilizados na terapia contra o câncer. Em comparação com a terapêutica quimioterápica convencional, os ICs têm um perfil de toxicidade diferente, especialmente a ocorrência de efeitos adversos imunomediados (EAim) contra múltiplos sistemas, incluindo glândulas endócrinas. A compreensão dos eventos adversos relacionados ao tratamento dessas drogas é fundamental para a prática clínica e se detectados de modo precoce, podem ser reversíveis. Objetivos: O objetivo deste estudo foi descrever a incidência das principais disfunções tireoidianas secundárias ao tratamento com IC em um grupo de pacientes oncológicos em vigência de tratamento imunoterápico para diversos tipos de cânceres. Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes diagnosticados com diferentes tipos de cânceres, submetidos a terapêutica com IC, entre fevereiro de 2015 a fevereiro de 2019, acompanhados no Centro de Oncologia Clínica do Hospital Sírio Libanês, unidade Brasília. Avaliou-se a função tireoidiana destes pacientes, através de dosagens hormonais de TSH e T4 livre ao longo do tratamento, a fim de verificar o desenvolvimento de disfunção tireoidiana. Resultados: Um total de 45 pacientes foram analisados, sendo excluídos 19. Dentre os demais pacientes, a prevalência de alteração nos níveis de TSH ou T4L ao longo do tratamento com Nivolumabe, foi de 7 pacientes (58,33%), enquanto, apenas 5 (41,66%) usuários de Pembrolizumabe apresentaram alterações nos níveis dos hormônios tireoidianos, sendo o hipotireoidismo a alterações mais prevalente no estudo. Além disso, não houve associação entre o tipo tumoral e a incidência de disfunções tireoidianas induzidas pela IC. Conclusão: As reações adversas envolvem qualquer órgão/tecido, sendo a disfunção tireoidiana umas das endocrinopatias mais frequentes. A monitorização da função tireoidiana através das dosagens hormonais favorece o diagnóstico e o tratamento precoce, com possível reversão dos sintomas e maior tolerância do paciente ao tratamento. Na população avaliada, encontrou-se uma incidência elevada de disfunções hormonais tireoidianas neste tipo de tratamento. Apesar dos resultados obtidos, novas pesquisas são necessárias para melhor entendimento sobre o desenvolvimento de doenças endócrinas com terapias inibidoras das proteínas de checkpoint

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