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REPRESENTAÇÕES DA JUSTIÇA PENAL BRASILEIRA: UM ESTUDO SOBRE AS METÁFORAS ENCONTRADAS EM "JORNAIS POPULARES"
Author(s) -
Flávia Costa Pereira,
Mayara Ferreira da Silva,
Tiago de Aguiar Rodrigues
Publication year - 2018
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub - relatórios de pesquisa
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n1.2015.5447
Subject(s) - humanities , political science , philosophy
O afastamento dos cidadãos do sistema judiciário tem consequências nefastas para qualquer democracia, principalmente as mais incipientes, como a brasileira. Comoconsequência, o cidadão brasileiro não enxerga no Poder Judiciário um prestador de serviço público com a finalidade de manter a democracia, mas, sim, como um repressor dos pobres, cuja finalidade precípua é tomar medidas violentas, sem levarem conta as questões sociais. Em outras palavras, existe um cisma entre o judiciário, na condição de instituição democrática, e a incorporação de valores democráticos no cotidiano das pessoas. Assim, as pessoas passam a buscar em outros meios de comunicação – com linguagem mais acessível – informações sobre a atuação da “justiça” no cotidiano. É nesse momento que essas pessoas se deparam com os chamados “jornais populares”, os quais, além do preço mais em conta, se afastam da retórica do mundo jurídico e abordam, com outras estratégias, temas ligados principalmente à justiça penal. Pode-se afirmar então que esses jornais, em certa medida, contribuem para formar, no imaginário dos seus leitores, uma representação do que seja a “justiça brasileira”. Embora cumpram importante papel social, o de instigar o hábito da leitura em uma classe social que até pouco tempo não tinha acesso à mídia escrita e, consequentemente, democratizar o acesso às decisões tomadas pelos operadores do direito, esses jornais podem contribuir também para a criação/o reforço de uma visão estereotipada/preconceituosa dos envolvidos em processos judiciais, em especial acusados, vítimas, delegados, promotores etc. Na medida em que os textosproduzidos expressam, em tese, o que “o povo quer ler”, é de se supor que os jornalistas lançam mão de pressupostos do senso comum para escrever as matériase, dependendo da forma de como elas são redigidas, tais pressupostos podem se tornar verdades universais e interferir diretamente na forma como as pessoas enxergam as ações do poder judiciário. A fim de compreender melhor como essasdiferentes representações são criadas nesses jornais, e como essas representaçõesinfluenciam na construção da imagem que os leitores desses jornais têm do PoderJudiciário brasileiro, é que decidimos investigar as estratégias argumentativaspresentes nesses textos jornalísticos, principalmente o emprego de construçõesmetafóricas. As representações metafóricas empregadas nesses jornais mostrammuito mais do que um mero signo linguístico isolado; revelam de que forma parte da sociedade brasileira enxerga os personagens que fazem parte do cotidiano das notícias sobre a justiça e, por conseguinte, a própria estrutura judiciária

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