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Fatores de risco e associados para a fome oculta de adolescentes em escola pública e privada do DF
Author(s) -
Bruna Maria de Carvalho Pereira,
Bianca Machado Ferreira,
Vanessa Alvarenga Pegoraro
Publication year - 2022
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub - relatórios de pesquisa
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n0.2020.8298
Subject(s) - humanities , political science , physics , art
A fome oculta é decorrente da carência de micronutrientes que pode vir acompanhada de sobrepeso ou obesidade. Tal condição é um fator de risco para desenvolvimento de inúmeras doenças crônicas não transmissíveis que podem afetar em todos os ciclos de vida, mas no público infantil, a carência nutricional terá impacto no crescimento e desenvolvimento. Desse modo, a pesquisa objetivou identificar os fatores associados ao risco para a Fome oculta, além de promover conscientização sobre a temática entre crianças e adolescentes do Distrito Federal. Trata-se de estudo de corte transversal, descritivo e abordagem quantitativa, em escolas do Distrito Federal, com 200 adolescentes de ambos os gêneros, entre 12 a 17 anos. O presente estudo teve prevalência na participação de alunos do sexo feminino, sendo 62,0% na escola pública e 53,02% na escola privada, com a maioria dos entrevistados matriculados no turno matutino responderam morar em lares com a presença do pai e da mãe (36,00% da escola pública e na privada, 61,74%). Os dados obtidos neste estudo apontaram que 65,22% dos alunos na rede pública e 80,95% na rede privada não possuem conhecimento sobre o tema ‘’fome oculta’’, porém, quando questionados sobre os alimentos in natura, processados e ultraprocessados mais da metade de ambas as escolas responderam corretamente. Ao serem indagados sobre a realização do café da manhã, 63,05% na rede pública e 72,78% na rede privada responderam tomar café da manhã, e sobre fazer refeições assistindo televisão teve predominância em ambas as escolas. Em relação aos hábitos de consumirem os marcadores de alimentação saudável entre estudantes da escola pública atingiu 65,22% e, para frutas frescas e saladas de frutas atingiu 63,04%, para a escola privada, os índices para o referido consumo foram de 78,91% para legumes e verduras e 63,27% para frutas frescas e saladas. Ao comparar o consumo entre os marcadores de alimentação saudável e não saudável, houve consumo considerável para não saudável, de 34,78% para salgados fritos, 50,0% para as guloseimas e refrigerantes, 56,52% para alimentos industrializado e 17,39% para o consumo de alimentos em restaurantes ou fast foods, entre os adolescentes da escola pública. Ao passo que para a escola particular, os índices são de 21,77% para salgados fritos, 55,10% para guloseimas e 33,33% para refrigerante, 51,02% para alimentos industrializados e 14,97% para o consumo de comida em restaurantes ou fast foods, o que pode justificar o índice de Obesidade I foi maior entre estes. Por fim, apesar das limitações que esta pesquisa devido a pandemia da COVID- 19, os dados obtidos corroboram com as hipóteses levantadas de que os hábitos dos adolescentes, como sedentarismo, ingestão de alimentos marcadores de alimentação não saudável (fast foods, ultraprocessados), omitir o café da manhã, não terem hábito de consumo dos marcadores de alimentação saudável, entre outros, são fatores associados ao risco para a fome oculta e associados.

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