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Doping no esporte de combate: uma análise epidemiológica da realidade brasileira
Author(s) -
Gabriela Lima de Alcântara,
Ana Luiza Sousa Vello,
Márcio Campos Oliveira
Publication year - 2022
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub - relatórios de pesquisa
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n0.2020.8276
Subject(s) - humanities , political science , physics , microbiology and biotechnology , philosophy , biology
Dopagem (doping em inglês) é popularmente conhecida como a utilização de substâncias oumétodos proibidos capazes de promover alterações físicas e/ou psíquicas que melhoramartificialmente o desempenho esportivo do atleta (ABCD, 2021). No âmbito dos organismosnacionais e internacionais antidopagem, incluindo a ABCD, a definição de Dopagem é maisabrangente e está relacionada com a ocorrência de uma ou mais violações às regrasestabelecidas nos artigos 2.1 a 2.11 do Código Mundial Antidopagem (World Anti-DopingCode, 2021), que é o conjunto de normas que têm o objetivo de unir e fortalecer as políticasantidopagem adotadas por todos os países que aderiram à Convenção Internacional contra aDopagem no Esporte. O uso destas substâncias, além de ser desonesto, ocasiona mudançasem quem a consome, podendo até mesmo levar a óbito (ABCD, 2020). Sendo assim,procura-se demonstrar com este estudo a realidade brasileira atual sobre o cenário nacionalno esporte de combate identificando o conhecimento do atleta brasileiro sobre doping epara tanto definir, a nível nacional, quem são esses atletas e quais as principais substânciasutilizadas. Esta pesquisa caracteriza-se como um estudo descritivo de prevalência. A coletade dados foi realizada em âmbito nacional por meio de questionário eletrônicoauto-administrado. As variáveis numéricas foram analisadas quanto a presença dedistribuição normal utilizando o teste de Kolmogorov-Smirnov com correlação designificância de Lilliefors. Considerando a distribuição não normal das respectivas variáveis,os resultados foram apresentados utilizando mediana e amplitude interquartil. As variáveiscategóricas foram apresentadas em frequências (absoluta e relativa). O teste deQui-quadrado (c2) foi empregado na comparação de proporções entre as variáveiscategóricas. A análise estatística dos dados foi processada pelo software Statistical Packagefor Social Sciences (SPSS), versão 26, considerando-se um nível de significância de 5% (a =0.05). Foram realizados 126 questionários, em que 77% dos entrevistados sabiam a definiçãode dopagem e 50,8% reportaram conhecer a possibilidade de contaminação cruzada. Ainda,37,5% dos atletas referiram o uso de dopagem, sendo que 29,4% utilizaram mais de uma veze 50,8% reportou saber dos malefícios. Os médicos foram os principais prescritores dessesmétodos (16,7%) e 76% dos participantes responderam que não fariam uso de umasubstância para vencer uma competição muito importante mesmo que tivessem a garantiade não serem pegos. Conclui-se que o doping é uma realidade no esporte e, portanto, éfundamental expor e dialogar a respeito do assunto, a fim de promover a saúde do atleta, aequidade em competição e o esporte limpo.

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