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Análise descritiva do rastreamento do câncer de próstata no contexto assistencial de atuação das unidades básicas de saúde do Distrito Federal
Author(s) -
Rebeka Moreira Leite Neres,
Rafaela De Andrade Silva Miranda,
Conrado Carvalho Horta Barbosa
Publication year - 2022
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n0.2020.8241
Subject(s) - gynecology , medicine , humanities , philosophy
O câncer de próstata é a segunda maior causa de mortalidade por câncer em homens nomundo. A maioria dos pacientes com essa comorbidade é assintomática, vindo a apresentarsintomas apenas na doença localmente avançada ou metastática. Diante disto, é questionadaa importância do rastreamento para a prevenção secundária. Contudo, não há consensosobre a efetividade da aplicação destes rastreios na literatura. A Sociedade Brasileira deUrologia (SBU) recomenda o rastreamento de CA de próstata de forma individualizada napopulação masculina entre 55 e 69 anos. Por outro lado, o Ministério da Saúde (MS)desaconselha esta prática, uma vez que evidências mostram que os danos superam osbenefícios, realizando, assim, a prevenção quaternária. Considerando tais divergências,fez-se este estudo com o objetivo de avaliar a aplicabilidade do rastreamento do câncer depróstata realizado pelos médicos da Atenção Primária em Saúde que atuam em UnidadesBásicas de Saúde (UBS) do Distrito Federal. Para isto, foi realizado um estudo transversalquantitativo, por meio de um questionário que identificou a preferência dos profissionais, sepela adoção das recomendações da SBU, a favor da triagem, ou do MS, que não recomendaesse rastreio. Foi encontrada uma amostra total de 12 profissionais. Dentre estes, 66,7%afirmaram que realizam o rastreio do CA de próstata dentro da sua prática médica. Comoinstrumentos de rastreamento, PSA é utilizado por 87,5% dos médicos, 75% usam anamnesee o exame físico e 25% utilizam o ultrassom de próstata. 33,3% afirmaram que nãoindicavam o rastreio do CA de próstata na prática clínica com as seguintes justificativas:“Falta de evidência científica”; “Mais evidências de malefícios que benefícios norastreamento”; “Exames pouco sensíveis”. 16,6% dos pesquisados indicam o início dessaprática a partir de 40 anos, 50% acima de 50 anos e 8,3% afirmam que o rastreamento deviacomeçar a partir de 45 anos. A partir de revisão bibliográfica e coleta de dados da pesquisafoi possível inferir que a falta de consenso entre as recomendações do MS e da SBU quantoao rastreamento de Câncer de Próstata dificultam a aplicabilidade dessa prática na AtençãoPrimária em Saúde (APS). A falta de agentes educadores em saúde, o seguimento emperiodicidade inadequada dos pacientes, a falta de interesse do paciente no rastreamento ea falta de verba para custeio de exames foram apontados como as principais barreirasenfrentadas pelos profissionais médicos na APS. Para que o cuidado em saúde seja centradona pessoa, é necessário a prática da Prevenção Quaternária. Com base nesse conceito, osobrediagnóstico e sobretratamento é evitado. Além disso, o usuário da rede de saúde ficaciente dos riscos e benefícios do rastreamento do CA de próstata e pode decidir, de formacompartilhada com o médico, se deseja ser submetido ao rastreio, tornando-se assim,agente ativo no processo de cuidado.

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