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Internações hospitalares e mortalidade em pacientes com lúpus eritematoso sistêmico no Brasil: uma análise de 2009 a 2018
Author(s) -
Gustavo Tedde Filho,
Ana Paula Monteiro Gomides
Publication year - 2021
Publication title -
programa de iniciação científica - pic/uniceub
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2595-4563
DOI - 10.5102/pic.n0.2019.7628
Subject(s) - medicine , humanities , art
O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune, onde ocorre surgimento de autoanticorpos os quais levam a lesões de diversos órgãos e tecidos. As manifestações podem ser de intensidade variável, porém muitas vezes necessitam de internação hospitalar devido a quadros complicados que podem surgir com o decorrer da doença. Na última década houve um significativo aumento das taxas de diagnóstico de lúpus, porém há poucos dados disponíveis a respeito de número de internações mortalidade uma vez que o lúpus eritematoso sistêmico ainda é uma doença subdiagnosticada. Por isso o objetivo geral do artigo é avaliar o número de internações hospitalares e número de óbitos desta população no período de 2009 a 2018. Este é um estudo transversal, descritivo, quantitativo, de natureza documental, com base de dados proveniente do departamento de informática do Sistema Único de Saúde. Os dados resultantes foram submetidos à análise estatística com auxílio do programa Statistical Package for the Social Sciences. No período estudado, foi observado um total de 12.852 internações, sendo 88% do sexo feminino. A etnia com maior prevalência nas internações foi a parda, com 40% dos casos. Houve um predomínio de casos em São Paulo, com cerca de 3443 casos, seguido por Minas Gerais, com 1547 casos e Distrito Federal em terceiro lugar, com 1296 casos. São Paulo teve o maior número de óbitos, totalizando 56 óbitos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 22 óbitos e em terceiro lugar o Pará, com 20 óbitos. Em relação à mortalidade por etnia, nota-se que, os negros ocupam a primeira posição, pois a cada 100 negros diagnosticados com LES, 2,25 evoluem para óbito. E houve um padrão crescente no número de internações de 2009, com 522 casos, para 2018, com 2312 casos. Dessa forma, o lúpus eritematoso sistêmico é uma doença grave e subdiagnosticada no Brasil, sendo uma importante causa de internações no País. Diante disso, medidas de diagnóstico e tratamento precoces devem ser fortemente estimuladas.

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