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A psicofarmacologização da infância e o modelo de ação da droga centrado na doença
Author(s) -
Sandra Caponi
Publication year - 2021
Publication title -
política and sociedade
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2175-7984
pISSN - 1677-4140
DOI - 10.5007/2175-7984.2020.e74538
Subject(s) - physics
 A prescrição e a ampla aceitação do uso de antipsicóticos clássicos e atípicos na infância e na adolescência, foi reivindicada aduzindo a suposta função terapêutica e curativa dessas drogas. Tomando como ponto de partida a distinção de dois modelos explicativos de ação dos psicofármacos, um centrado na doença e outro centrado na droga, analiso de que modo a indústria farmacêutica contribuiu, com suas estratégias publicitárias, à divulgação de uma narrativa triunfalista que naturalizou o uso de antipsicóticos como cura para doenças psiquiátricas. Os dois psicofármacos analisados são a clorpromazina, um antipsicótico clássico, e a risperidona, um antipsicótico atípico de última geração.  

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