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Flexibilidade Cognitiva no Ensino de Ciências: Uma Revisão Bibliográfica
Author(s) -
Muryel Pyetro Vidmar,
Inés Prieto Schmidt Sauerwein
Publication year - 2021
Publication title -
caderno brasileiro de ensino de física
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2175-7941
pISSN - 1677-2334
DOI - 10.5007/2175-7941.2021.e67539
Subject(s) - humanities , psychology , philosophy
Apresentamos neste artigo os resultados de uma revisão bibliográfica que teve como objetivos principais: (i) situar a flexibilidade cognitiva nas áreas de ensino e pesquisa em ensino de Ciências, e (ii) buscar subsídios para consubstanciar o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva através da elaboração e avaliação de atividades didáticas de Física. Consideramos, neste contexto, a importância da recontextualização dos conhecimentos científicos. Explicitada por diversos autores e pelos documentos oficiais voltados ao ensino médio de Física, é ela que possibilita aos estudantes lidar com as situações que vivenciam ou venham a vivenciar, muitas delas novas e inéditas. Encontramos na Teoria da Flexibilidade Cognitiva (TFC) a base teórico-metodológica para essas questões. Isso porque ela enfatiza o desenvolvimento da flexibilidade cognitiva como essencial na construção, organização e reestruturação do conhecimento face a novas situações e contextos de utilização. Nessa linha, a revisão bibliográfica foi realizada em trinta e três periódicos da área, e abrangeu as publicações contidas no período de 1990 a 2017, em consonância com a proposição da TFC. Buscamos analisar aqueles trabalhos que possuíam ênfase na flexibilidade cognitiva, a partir de critérios elaborados de acordo com os referidos objetivos. Como um dos resultados dessa revisão bibliográfica, constatamos que a flexibilidade cognitiva ainda é pouco trabalhada no âmbito do ensino de Ciências, o que explicita a relevância e necessidade de ampliação das investigações sobre a temática. Outro resultado importante consistiu na inexistência de artigos de revisão de literatura sobre flexibilidade cognitiva na área, de modo que essa revisão se mostrou pertinente nesse âmbito. Como principal resultado obtido, destacamos a diversidade de metodologias de ensino, instrumentos de avaliação e focos de avaliação nas propostas analisadas. Entendemos que isso pode contribuir para a estruturação de atividades didáticas que visam a um processo de ensino-aprendizagem de Física mais flexível, bem como para uma análise coerente e abrangente dos aspectos envolvidos no desenvolvimento da flexibilidade cognitiva. Flexibilidade essa que é essencial para uma formação mais ampla e articulada, que visa à aplicação do conhecimento em novos contextos.

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