z-logo
open-access-imgOpen Access
Merleau-Ponty, Lacan e Pessoa: o esfacelamento pulsional da visão
Author(s) -
Maicon Reus Engler
Publication year - 2015
Publication title -
anuário de literatura
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2175-7917
pISSN - 1414-5235
DOI - 10.5007/2175-7917.2015v20n2p98
Subject(s) - philosophy , humanities , mythology , theology
Este artigo mostra como alguns temas que Merleau-Ponty e Lacan mantêm em comum são tratados poeticamente na Ode Triunfal de Álvaro de Campos (Fernando Pessoa). Trata-se de uma tentativa de exemplificar como a literatura pode expressar a seu modo várias ideias e posições que a filosofia alcança de forma teórica. Apresentamos brevemente os conceitos de Ser Bruto e de Carne, introduzidos por Merleau-Ponty para evitar os dualismos seculares da filosofia. Além disso, esboçamos como ele, em sua obra tardia, discute o visível e o invisível no interior da mesma estratégia de reabilitação da sensibilidade que já encetara em seus primeiros escritos. Em seguida, mostramos como Lacan apropria-se de tais considerações para ressaltar a existência de uma visão, proveniente das coisas mesmas e prenhe de elementos pulsionais, que antecede o olhar do vidente. Para Lacan, o vidente sujeita-se com prazer sacrificial a tal visão e nela aniquila. Por fim, comentamos partes do poema de Pessoa em que se exemplificam os principais pontos em apreço

The content you want is available to Zendy users.

Already have an account? Click here to sign in.
Having issues? You can contact us here