
Operários e operárias da fábrica a vapor de chapéus de Antônio José Maia & Cia.: gênero, idade, qualificação profissional e nacionalidade. Recife, década de 1880.
Author(s) -
Marcelo Mac Cord
Publication year - 2020
Publication title -
revista mundos do trabalho
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1984-9222
DOI - 10.5007/1984-9222.2020.e69916
Subject(s) - humanities , art
Aberta oficialmente em meados de 1882, a fábrica a vapor de chapéus de Antônio José Maia & Cia. tinha proprietários portugueses. Eles foram obrigados por lei a contratar uma cota de aprendizes nacionais e garantir sua subsistência. No bojo dessa exigência, havia o problema da “transição” do trabalho escravo para o livre e os históricos conflitos entre nativos e estrangeiros no mercado de trabalho. No início da operação do empreendimento fabril, a maior parte da mão de obra especializada era portuguesa. Aos pernambucanos e às pernambucanas das mais variadas idades, foram destinados, de uma forma geral, os serviços mais simples e provisórios. Entre os anos de 1882 e 1886, os portugueses foram paulatinamente substituídos por nacionais formados na própria fábrica a vapor de chapéus, barateando custos de produção. Naquele mesmo espaço de tempo, meninas, meninos, moças, rapazes e mulheres adultas, brasileiros contratados como aprendizes, foram os que mais sofreram com a precarização e com a rotatividade nas oficinas da chapelaria. Nosso artigo analisa as complexidades do objeto de estudo por meio dos instrumentos da história social do trabalho.