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Causalidade na Filosofia da Medicina e da Epidemiologia
Author(s) -
Renata Maria Santos Arruda
Publication year - 2021
Publication title -
principia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
SCImago Journal Rank - 0.176
H-Index - 4
eISSN - 1808-1525
pISSN - 1414-4247
DOI - 10.5007/1808-1711.2021.e74077
Subject(s) - philosophy , humanities , epistemology , psychology
A análise epistemológica das práticas das ciências da saúde vem se tornando mais presente no debate filosófico nas últimas décadas, e se torna premente diante do contexto dramático da pandemia em que atualmente vivemos. Para contribuir com a essa análise, o presente artigo apresenta uma introdução às temáticas da filosofia da medicina e da filosofia da epidemiologia, especialmente o exame do papel da causalidade, conceito fundamental para a compreensão da relação entre saúde e doença. A noção de causa INUS, formulada pelo filósofo J. L. Mackie e adaptada para a epidemiologia por Kenneth Rothman, permite retratar com precisão as interações multicausais que cooperam para a alteração de um estado de saúde. Contudo, o modelo visual de Rothman não contempla conceitos importantes da epidemiologia, imprecisão que busco sanar com uma proposta de representação temporal do conjunto multicausal que, dentre outras coisas, facilita o planejamento de intervenções pontuais que visem a impedir a instalação de uma doença. A delimitação do conjunto causal também é posta em questão, uma vez que a perspectiva multicausal não delimita intrinsecamente qualquer critério acerca de onde finalizar a seleção de fatores causais. Aponto para a manipulabilidade como a abordagem própria das ciências da saúde para a seleção dos fatores nos quais intervir, e que o reconhecimento dessa perspectiva é importante para a própria compreensão filosófica da causalidade.

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