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Imigração, preconceitos e os enunciados subjetivos dos etnocentrismos
Author(s) -
Giralda Seyferth
Publication year - 2005
Publication title -
travessia - revista do migrante
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2594-7869
pISSN - 0103-5576
DOI - 10.48213/travessia.i51.716
Subject(s) - humanities , history , political science , art
A colonização de várias regiões do sul do Brasil por imigrantes europeus começou em 1824, com a fundação da colônia de São Leopoldo (RS) por alemães, numa iniciativa do governo imperial visando o povoamento de um território ainda sujeito às disputas fronteiriças, e o desenvolvim ento de uma forma de exploração agrícola distinta da grande propriedade escravista. A proibição da presença de escravos no regime de colonização só ocorreu no final da década de 1840 quando, de fato, houve a retomada do fluxo im igratório (alemão), interrompido desde 18301. A intensificação do processo de colonização ocorreu após a promulgação da lei 601 - a Lei das Terras - em 1850, que influenciou a política imigratória associando-a ao desenvolvimento de um sistema agrícola baseado na pequena propriedade familiar. Desde então, imigrantes europeus de diversas procedências, com predominância de alemães, italianos e poloneses, na condição de colonos, receberam terras destinadas à agricultura demarcadas em “linhas coloniais”, povoando uma parte substantiva da região sul na forma que Jean Roche (1969) denominou “enxamagem” - uma evocação da m ultiplicação de colm eias, metáfora para assinalar a expansão dos núcleos coloniais. [...]

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