
Associar ou não associar?
Author(s) -
Alessandra C. Schmitt
Publication year - 2001
Publication title -
travessia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2594-7869
pISSN - 0103-5576
DOI - 10.48213/travessia.i39.796
Subject(s) - humanities , physics , philosophy
Comunidade Cafuza tem uma trajetória muito singular. Descende de pessoas que participaram como rebeldes na Guerra do Contestado, no planalto catarinense (1912-1916) e que, tendo sobrevivido, passaram à condição de semterra, como muitos outros sobreviventes. Saíram da guerra no município de Canoinhas e passaram a migrar na condição de parceiros em fazendas. Na segunda metade da década de 1920 tornaram-se posseiros numa área devoluta no município de Vítor Meireles. De lá foram expulsos definitivamente em 1946, por madeireiros e colonizadores de origem alemã e italiana, ao mesmo tempo que eram “convidados” a habitar no interior da Área Indígena, no então município de Ibirama (hoje José Boiteux), na região Alto Vale do Itajaí. Foi aí que este grupo étnicamente diferente que era chamado até então de caboclo, adotou a denominação Cafuzo, sugerida a eles por um dos chefes do posto indígena. Esta era-lhes conveniente, na época, porque explicitava uma ancestralidade indígena realmente existente e justificava seu direito de posse adquirido dentro da área indígena. [...]