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Os refugiados na América Central
Author(s) -
Gabriela Rodrigues P.,
Sidney Da Silva
Publication year - 1991
Publication title -
travessia - revista do migrante
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 2594-7869
pISSN - 0103-5576
DOI - 10.48213/travessia.i11.306
Subject(s) - political science
Nos anos 80, em virtude dos conflitos bélicos existentes na América Central, um grande número de centro-americanos teve que emigrar de seus países de origem para outros países vizinhos da região. Tais populações caracterizamse, principalmente, pelo fato de serem camponeses pobres, analfabetos em sua maioria, e por fugirem da repressão e da violência interna desencadeada em seus países. Guatemala, El Salvador e Nicarágua foram os países que geraram a maior quantidade de refugiados, os quais tiveram que deixar seus países de origem. Existem também os “desplazados” internos, pessoas que tiveram de deixar seu lugar de origem para deslocar-se até outras zonas consideradas mais seguras dentro de seus próprios países. Todo esse movimento migratório externo e interno fez com que em março de 1991 existisse um volume de 876.000 pessoas “desplazadas” internas e 1.255.384 refugiados (Cf. CIREFCA) na América Central e México. Tenha-se em conta que Costa Rica, Belize e México não contam com “desplazados” internos; são por sua vez, países receptores de refugiados. Da cifra de refugiados anteriormente mencionada, 89% são indocumentados ou refugiados não reconhecidos, restando somente 11% de refugiados com status reconhecido. México possui 446.000 refugiados, dos quais só 10% recebem acompanhamento oficial.

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