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Cefaleia relacionada ao uso do EPI durante a pandemia do COVID-19 em cirurgiões dentistas.
Author(s) -
Isabela Coelho Novaes,
Camila Maria Bastos Machado de Resende,
Karen Oliveira Peixoto,
Érika Oliveira de Almeida,
Gustavo Augusto Seabra Barbosa,
Yuri Martins Costa,
Juliana StuginskiBarbosa
Publication year - 2021
Publication title -
deleted journal
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2763-6178
DOI - 10.48208/headachemed.2021.supplement.13
Subject(s) - humanities , covid-19 , physics , medicine , philosophy , disease , infectious disease (medical specialty)
A pandemia de Covid-19 trouxe um aumento do uso de equipamentos de proteção individual (EPI) pelos profissionais da saúde, além de um aumento do relato de episódios de cefaleia. Dessa forma, esse estudo verificou a presença e as características da cefaleia pelo uso de EPI em cirurgiões-dentistas (CD) durante a pandemia de COVID-19. Foram incluídos 641 CD que responderam a um formulário eletrônico contendo: Questionário de triagem de dor para Disfunções Temporomandibulares, Índice de Qualidade do Sono de Pittsburgh, Escala de Depressão, Ansiedade e Estresse e questões sobre as características da cefaleia durante a pandemia. Para análise estatística o método de regressão logística foi utilizado considerando um nível de significância de 5%. Foi observado que 40,38% dos pacientes possuíram algum tipo de cefaleia possivelmente relacionada ao uso do EPI. Desses, 51,18% relataram dor na região temporal e parietal, 41,76% na região frontal, 21,18% na occipital, 15,88% orbital, 14,12% no topo da cabeça e 9,41 em toda a cabeça. Em 82,35% dos pacientes a cefaleia foi bilateral e as características mais comuns foram dor em pressão (67,06%) e latejante/pulsátil (30%). Em relação a intensidade, 41,17% apresentaram uma cefaleia leve, 57,65% moderada e 0,59% severa. Houve uma associação da ocorrência de cefaleia devido ao uso de EPI com as variáveis: sexo, idade, ansiedade e sintomas de DTM. Também foi verificado que profissionais do gênero feminino possuíram uma chance 4,2 maior de apresentar cefaleia. Além disso, a chance do profissional com idade até 40 anos, apresentar cefaleia foi 1,7 vezes maior em comparação aos profissionais com idade superior. Em contrapartida, em profissionais sem sintomas de ansiedade, a chance de apresentar cefaleia diminui 53% e a chance do profissional sem sintomas de DTM apresentar cefaleia, diminui em 53%. Uma possível cefaleia pelo uso de EPI é fenotipicamente semelhante à cefaleia do tipo tensional.

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