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A presença constante da Segunda Guerra Sudanesa no filme O que ficou para trás (2020)
Author(s) -
Carlos Eduardo de Araujo Placido
Publication year - 2021
Publication title -
travessias
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 1982-5935
DOI - 10.48075/rt.v15i2.27640
Subject(s) - humanities , art , physics
O filme de terror da Netflix, O que ficou para trás (2020), foi dirigido por Remi Weekes, produzido por Aidan Elliott e baseado na obra de Felicity Evans e no roteiro homônimo de Toby Venables. Esse filme narra a jornada de um casal de refugiados do Sudão do Sul, Bol e Rial, desde sua fuga da Segunda Guerra Civil até a sua chegada à Inglaterra em busca de uma nova vida. Em consonância, a Associação de Psiquiatria Americana (APA) vem destacando que os indivíduos com sinais de transtorno de estresse pós-traumático (TSPT) podem revelar 4 tipos de grupos sintomáticos: 1) Intrusões, 2) Evitações, 3) Negações e 4) Hiperexcitação. Por sua vez, o diretor, Weekes, conseguiu utilizar uma infinidade de técnicas cinematográficas (BUCKLAND, 2015, DITTUS, 2013; GIANNETTI, 2001) para representar os mais variados sinais de TSPT de seus protagonistas. Entre as muitas técnicas cinematográficas aplicadas, Weekes (2020) explorou com maestria a mise-en-shot, a iluminação e o cenografia. Como resultado, os espectadores foram capazes de identificar criativamente uma panóplia de representações cinematográficas de TSPT como, por exemplo, as recorrentes invasões nos sonhos de Bol e as intermináveis fugas mentais de Rial em relação à filha. Além disso, Weekes (2020) conseguiu humanizar seus protagonistas por meio de suas incessantes negações acerca da Segunda Guerra Sudanesa e de suas fracassadas tentativas em conduzir uma nova vida na Inglaterra. Através das técnicas cinematográficas meticulosamente escolhidas, a jornada narrativa do casal refugiado, Bol e Rial, ficou ainda mais tortuosa, muito mais complexa e intensamente mais realista.

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