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LITERATURA E HISTÓRIA: MULHERES NEGRAS BRASILEIRAS NOS CORDÉIS DE JARID ARRAES
Author(s) -
Henrique Roriz Aarestrup Alves,
Clarisse Odete Faccio Fronza
Publication year - 2021
Publication title -
revista de literatura, história e memória
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
eISSN - 1983-1498
pISSN - 1809-5313
DOI - 10.48075/rlhm.v17i29.26094
Subject(s) - humanities , hero , art , literature
Este artigo propõe destacar mulheres negras apresentadas como heroínas em literatura de cordel de Jarid Arraes (2017), revisando aspectos relacionados à condição da mulher escrava no Brasil,  para dar visibilidade à sua participação na luta pela liberdade dos escravos, considerando que, historicamente, foram tratados como objeto/mercadoria e  tiveram suas ações suprimidas na história, referido por Chalhoub e Silva (2009) como o paradigma da ausência do negro nos registros oficiais, sobretudo no que tange à participação da mulher nesse processo. Para tal, o livro Heroínas Negras Brasileiras em 15 cordéis, de Jarid Arraes (2017) foi definido como o corpus, justificado pela relevância da temática que apresenta, também por ser produzido em cordel, um gênero literário que, semelhante ao tratamento oficial dado ao protagonismo dessas mulheres, por muito tempo, teve seu valor colocado à margem do que se considerou Literatura; e, ainda, porque tem, como autora, uma mulher negra: elementos que dialogam entre si. A análise da obra possibilita, entre outras, as seguintes conclusões: a mulher negra instruída acerca de sua ancestralidade tem aumentadas suas possibilidades de emancipação e empoderamento, apesar das desigualdades de gênero e raça que persistem; o papel significativo que jovens escritoras negras desempenham na propagação do legado dessas heroínas, abalando, assim, o paradigma da ausência da mulher negra na história oficial da escravidão brasileira.

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