
Schopenhauer, mestre de Nietzsche: sobre niilismo e ascetismo
Author(s) -
João Constâncio
Publication year - 2019
Publication title -
sofia
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2317-2339
DOI - 10.47456/sofia.v7i2.21839
Subject(s) - philosophy , epistemology , de facto , humanities , law , political science
O artigo tentar mostrar três coisas: primeiro que, embora Nietzsche rejeite alguns dos aspectos mais importantes da famosa metafísica da vontade que se encontra no centro de toda a filosofia de Schopenhauer, tal metafísica não deixa por isso de ser o ponto de partida da sua análise do “facto fundamental da vontade humana” na Genealogia da Moral; depois, que o modo como Schopenhauer entende o ascetismo e a “negação da vontade” tem uma importância crucial para a compreensão da concepção nietzschiana do “ideal ascético” e de uma “vontade do nada” como vontade ascética; por fim, que a interpretação daquilo a que Nietzsche chama “niilismo” na Genealogia e, em geral, na sua obra não pode dispensar a reflexão sobre o modo como Nietzsche e Schopenhauer pensam o ascetismo e a ideia de uma “vontade do nada”. Este último ponto implica a revisão crítica de importantes interpretações do niilismo em Nietzsche, como a de Stegmaier e a de van Tongeren.