
Desenhos que revelam o processo de adoecimento de mulheres usuárias de um CAPS-ad III
Author(s) -
Ana Torres,
Victória Helen Ribeiro Lima
Publication year - 2020
Publication title -
archives of health
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2675-4711
DOI - 10.46919/archv1n5-020
Subject(s) - psychology , humanities , philosophy
Objetivo: Conhecer o processo de adoecimento, por meio do desenho “Metáfora da chuva” sob a ótica de mulheres dependentes de substâncias psicoativas que estavam em proposta terapêutica no CAPS-ad. Material e método: Trata-se de um estudo exploratório-descritivo com abordagem qualitativa a partir do desenho “Metáfora da Chuva”, que contou com amostra de 28 mulheres usuárias de um Centro de Atenção Psicossocial-álcool e outras drogas III de Brasília/DF. As respostas dos dados do desenho foram submetidas a análise temática de conteúdo qualitativo do tipo temático estrutural. Resultados: Os dados foram agrupados em três grandes categorias, a saber: as causas da dependência de drogas; os impactos ou as consequências decorrentes do uso abusivo das drogas psicoativas; e o enfrentamento em relação à dependência de drogas. Foram elencadas, na categoria causas, seis dimensões ou problemas: psicológicas ou de comportamento; no relacionamento com a família; socioculturais; relacionadas à violência; biológicas ou físicas; e no trabalho, em um total de 86 respostas. Nas consequências ou os impactos, foram elencadas oito dimensões: psíquicos ou comportamentais; no relacionamento com a família; no trabalho; ou no aspecto econômico-financeiro; relacionados com a violência; na saúde física; socioculturais; com a educação ou nenhum problema, em um total de 112 respostas. Já na terceira categoria do enfrentamento emergiram duas subcategorias: uma negativa e outra positiva, em um total de 41 respostas. Conclusão: Os desenhos “Metáfora da chuva”, desenvolvidos pelas mulheres, permitiram elucidar uma trajetória de vida subjetiva permeada por muitas fragilidades e vulnerabilidades pelo seu próprio protagonismo. A oferta de um espaço para o diálogo e a reflexão pelos profissionais de saúde, no sentido de proporcionar momentos de elaboração de experiências negativas, pode ser uma oportunidade de reconstrução de novos projetos de vida.