
Obesidade materna: Antropometria dos recém-nascidos
Author(s) -
Joe Luiz Vieira Garcia Novo,
Neil Ferreira Novo,
Alessandra Raphael Novelli,
Mariana Oliva Cassará Carvalho
Publication year - 2022
Publication title -
latin american journal of development
Language(s) - Portuguese
Resource type - Journals
ISSN - 2674-9297
DOI - 10.46814/lajdv4n1-002
Subject(s) - medicine , zoology , gynecology , biology
Objetivo: analisar valores antropométricos em recém-nascidos de parturientes obesas, assistidas na maternidade do Hospital Santa Lucinda de Sorocaba-SP. Métodos: estudo prospectivo com 200 parturientes: 100 obesas e 100 controle (não obesas). Como variável materna dependente considerou-se a obesidade, as de controle foram: idade, cor, ganho ponderal, paridade, partos (vaginais e cesáreas) e evolução puerperal. Nos recém-nascidos as variáveis dependentes foram as medidas antropométricas (peso, comprimento, perímetros cefálico e braquial, IMC), e as de controle: vitalidade, gênero e evolução no berçário. Resultados: o ganho médio de peso materno foi significantemente menor nas obesas (15, 2%) em relação ao grupo controle (23,08%) (p = 0, 0001). Em 47,0% das obesas os partos se resolveram através de cesáreas e 29,0% no grupo controle (p = 0,01). As médias das medidas dos recém-nascidos: peso: 3,35 e 3,18k (p = 0, 005), perímetro cefálico: 34,3 e 33,6 cm (p = 0, 002), comprimento: 49,5 e 49,0 cm (p = 0, 05), perímetro braquial esquerdo médio: 10,7 e 10, 3 cm (p = 0, 001), IMC: 13,6 e 13,44 kg/m2 (p = 0,24) nos grupos de estudo e controle respectivamente. Conclusões: nesta amostra de mulheres obesas houve significativa e estatisticamente maiores proporções de partos cirúrgicos, além de recém-nascidos com valores antropométricos superiores (peso, perímetros cefálico e braquial e comprimento) em relação aos das pacientes não obesas. Mulheres obesas em idade reprodutiva, devem ser informadas dos prováveis riscos maternos e/ou fetais antes de uma futura gestação.